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Gig economy: uma estratégia em crescimento no mercado de trabalho

A gig economy é tratada como uma das principais estratégias dentro dos escritórios nos próximos anos e não mais uma mera moda de empresas “descoladas”. Embora a Uber e a Lyft possam ter alavancado com sucesso o trabalho temporário, organizações de todos os tipos estão começando a reconhecer os benefícios significativos desse modelo para atrair os colaboradores necessários para expandir seus negócios.

As contratações de profissionais sob demanda não é uma novidade no mercado, mas os números estão em alta há mais de uma década. Uma pesquisa realizada pela Freelancers Union e pelo conselho de empregos freelance online Upwork, revelou que dois terços dos 55 milhões de americanos que trabalharam como freelancers em 2016 fizeram isso por escolha própria – um aumento de 10 pontos em relação aos níveis de 2014. Já nas descobertas de 2018 é previsto que a maior parte da força de trabalho dos EUA será freelancer em até uma década.

Curiosamente, de acordo com um relatório da Mavenlink, que acompanha as tendências da força de trabalho, o maior crescimento neste sentido está vindo da alta gerência e do C-Level. Quase metade (47%) dos entrevistados relataram que estão procurando contratar prestadores de serviço para ocupar cargos de gerência e executivo sênior.

Para esses prestadores de serviço de alto nível, ou “supertemps”, como CFOs, consultores gerais e executivos de RH, os empregadores valorizam mais os cursos especializados (35%) e uma década ou mais de experiência (29%).

 

O que motiva a adesão à gig economy?

Existem alguns fatores principais para explicar a adesão das empresas a esse modelo de contratação.

  1. Flexibilidade: para engajar gerações Y e Z, e até os baby boomers, é necessário oferecer essa condição. Isso porque esses profissionais estão abandonando as vagas em tempo integral e acabam encontrando no trabalho temporário a flexibilidade desejada;
  2. Globalização: esse fenômeno tornou mais fácil realizar trabalhos especializados de qualquer lugar e a qualquer momento, eliminando diversos tipos de barreiras geográficas;
  3. Tecnologia: os avanços tecnológicos tem sido um fator essencial para impulsionar o crescimento das contratações sob demanda, permitindo o fácil acesso aos novos talentos.


De fato, os empregadores estão se voltando para as plataformas on-line como uma maneira de combinar trabalhadores sob demanda para tarefas prioritárias. Segundo um relatório da Ardent Partners, mais da metade (56%) das organizações estão aproveitando as plataformas de automação de mão-de-obra e de talentos on-line ao abordar os pré-requisitos para um novo projeto comercial.

As melhores organizações do setor não estão usando apenas plataformas de talentos on-line, mas também aplicativos de envolvimento de talentos móveis (23%) e módulos de gamificação (21%) como parte de plataformas de sistemas de gerenciamento de fornecedores.

Na visão do sócio na área de People&Culture da Grant Thornton Brasil, Ronaldo Loyola, a gig economy “é mais um componente do processo disruptivo causado pela quarta revolução industrial, sendo assim as empresas que identificarem a melhor forma de aplicar essa tendência em suas estratégias de contratação terão resultados mais eficientes”.

 

Habilidades de nicho

Há uma razão pela qual muitas organizações que antes buscavam apenas trabalhadores tradicionais estão voltando sua atenção para um modelo de força de trabalho temporário: a viabilidade de obter habilidades de nicho que podem não ser necessárias em tempo integral. Elas podem acessar os principais talentos que optaram por sair do mercado de trabalho tradicional e podem avaliar a habilidade e a adequação cultural de um contratado antes de empregá-lo em tempo integral.

O diretor de Gestão de Capital Humano da Grant Thornton LLP, Steve Coman, ressalta que a necessidade de flexibilidade e agilidade está fazendo com que organizações de todos os tipos, incluindo as de médio porte, utilizem o modelo de força de trabalho sob demanda.

“As empresas estão procurando unir equipes que possam funcionar virtualmente de modo que a liderança e os processos de formação de equipes sejam críticos para que elas possam acelerar rapidamente e fazer ajustes conforme necessário durante a vida do projeto."

 

Adaptação

Nesse sentido, fica evidente que as contratações temporárias devem aparecer mais constantemente nas estratégias de gestão de talentos de muitas organizações. Esse aumento exigirá uma adaptação das estratégias de recrutamento e comportamento das companhias.

Confira como adaptar a sua empresa à gig economy e expanda seus negócios.

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