Justiça de SP exclui IBS e CBS da base de cálculo do ICMS
TAX ALERTJustiça de SP decide excluir IBS e CBS da base de cálculo do ICMS, reforçando debates sobre a reforma tributária e os impactos na apuração de tributos pelas empresas.
Sua empresa está preparada para governar a IA? Leia o AI Impact Survey 2026.
08 jul. 2026 10 min leitura

A governança de IA não é apenas uma questão de conformidade. Quando estruturada de forma eficaz, ela se torna um dos principais impulsionadores da geração de valor e da gestão de riscos corporativos. Conselhos que aplicam princípios básicos de governança de IA estão mais bem preparados para acelerar a integração dessa tecnologia, impulsionar a inovação, aumentar a eficiência operacional e oferecer produtos e serviços de maior qualidade.
No entanto, de acordo com a Pesquisa Impacto da IA 2026 da Grant Thornton, a maioria dos conselhos está aquém dessas responsabilidades básicas. Neste relatório, definimos organizações com forte supervisão de IA como aquelas cujos conselhos:
Embora essas práticas pareçam responsabilidades básicas de governança, apenas 11% dos 950 líderes empresariais entrevistados afirmaram que seus conselhos adotaram as três medidas. Os dados da pesquisa mostram o que essas organizações estão alcançando, e o que as demais estão deixando de capturar.
Essas organizações também demonstram maior confiança em seus controles e são 4x mais propensas a afirmar que suas iniciativas de IA não apresentam desempenho abaixo do esperado.
“Essas empresas provavelmente estão tratando a IA como uma categoria de risco corporativo, e não apenas como uma iniciativa tecnológica. Elas estão criando equipes multidisciplinares para liderar os esforços de implementação e governança, implantando controles que previnem riscos previsíveis, monitorando os riscos que não conseguem evitar e protegendo-se contra aqueles que não conseguem prevenir nem detectar”, afirma Johnny Lee, sócio de Risk Advisory Services da Grant Thornton.
Os conselhos devem questionar a administração sobre quem compõe essa equipe multidisciplinar, e, caso ela não exista, entender o motivo. Acima de tudo, é importante garantir que uma única área funcional, como Tecnologia da Informação, não esteja conduzindo sozinha a implementação da IA.
Nossa Pesquisa Impacto da IA mostra um desalinhamento entre CIOs/CTOs e COOs em relação às necessidades de governança de IA e à preparação da força de trabalho. Os resultados revelam que uma abordagem isolada, orientada exclusivamente pela perspectiva de Tecnologia da Informação, não atende adequadamente às necessidades das áreas de Operações, Finanças, Recursos Humanos e Jurídico que utilizam essa tecnologia.
Esse desalinhamento ameaça comprometer os benefícios que a IA pode gerar. Por outro lado, conselhos proativos podem ajudar suas organizações a construir um caminho sólido para capturar valor significativo com a inteligência artificial.
Uma forte supervisão do conselho de administração proporciona às organizações a estrutura e a disciplina necessárias para impulsionar a inovação com IA e utilizar a tecnologia para aprimorar a qualidade de produtos e serviços.
59% das organizações com forte supervisão do conselho afirmaram que a IA está acelerando a inovação, em comparação com apenas 31% do total de respondentes da pesquisa. Além disso, por uma margem de 53% contra 43%, as organizações com conselhos mais atuantes foram mais propensas a afirmar que a IA está ajudando a entregar resultados de maior qualidade.
Expectativas claras de governança de IA estabelecidas pelo conselho favorecem a inovação ao criar uma estrutura para diálogo, experimentação segura e implementação responsável da tecnologia. Discussões conduzidas pelo conselho sobre níveis aceitáveis de risco, uso de dados e transparência dos modelos se traduzem em marcos concretos de governança, permitindo que as equipes deixem de agir com incerteza sobre o que é permitido, desenvolvam protótipos com mais agilidade e direcionem seus esforços para escalar iniciativas bem-sucedidas, descartando aquelas que não apresentam resultados.
As políticas de IA aprovadas pelo conselho também contribuem para um melhor alinhamento entre inovação e estratégia corporativa desde o início, evitando que as equipes invistam tempo e recursos em projetos-piloto que teriam poucas chances de avançar nas etapas posteriores de desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, expectativas claras para o uso da IA promovem maior disciplina no desenvolvimento de produtos e serviços, o que, por sua vez, resulta em entregas de maior qualidade. Equipes que operam com políticas definidas de IA e diretrizes de governança bem estabelecidas desenvolvem sistemas que atendem a padrões consistentes, incluindo:
Como parte de seu papel contínuo de supervisão, os conselhos de administração devem garantir que a gestão esteja cumprindo suas responsabilidades, por meio de perguntas como:
“Essa é apenas metade da equação. A outra metade consiste em monitorar proativamente para garantir que não estamos nos afastando dessas ambições mais elevadas durante a implementação”, afirmou Lee.
Nossa pesquisa revela um cenário mais complexo sobre os efeitos da supervisão do conselho na preparação da força de trabalho. Entre as organizações com forte liderança do conselho em IA, 27% afirmam que seus colaboradores estão totalmente preparados para adotar a tecnologia, em comparação com apenas 12% da amostra total.
No entanto, esse otimismo esconde desafios importantes. Por uma margem de 60% contra 36%, as organizações com forte supervisão do conselho são mais propensas a afirmar que a falta de talentos ou de qualificação está impedindo a expansão efetiva da IA. Da mesma forma, 40% das empresas com conselhos mais ativos relataram que o treinamento insuficiente causou baixo desempenho ou fracasso de iniciativas de IA, contra 31% na pesquisa geral.
Uma análise mais aprofundada mostra que, quando os participantes puderam selecionar até três fatores que dificultam a ampliação da IA, as organizações com forte supervisão do conselho foram menos propensas a apontar como obstáculos:
Esses resultados indicam que as organizações cujos conselhos têm foco em IA já avançaram nos desafios fundamentais relacionados à governança, conformidade e gestão de dados. Isso permitiu que direcionassem sua atenção para uma etapa mais avançada e complexa da adoção da IA: a capacitação das pessoas.
A adoção da IA pela força de trabalho exige profundidade estratégica por parte da gestão. Não basta apresentar uma visão, disponibilizar uma licença corporativa de IA e esperar que os colaboradores descubram sozinhos como utilizá-la. Para gerar retorno sobre os investimentos em IA, a liderança precisa:
Essa abordagem também contribui para enfrentar um dos principais desafios das organizações: atrair e reter talentos qualificados. Líderes que adotam a IA de forma estratégica tendem a fortalecer sua capacidade de recrutamento e retenção de profissionais.
Ao mesmo tempo, os conselhos de administração precisam assegurar que o outro lado dessa transformação seja adequadamente gerenciado. A IA pode provocar mudanças significativas na força de trabalho e aumentar preocupações relacionadas à substituição de funções.
Como a empresa está comunicando aos colaboradores que eles não estão sendo solicitados a treinar ferramentas que possam substituir seus próprios empregos?
Os líderes cujos conselhos exercem uma supervisão efetiva sobre a IA possuem uma vantagem significativa em relação aos seus pares, tanto em termos de confiança quanto de desempenho.
Apenas 22% dos respondentes da pesquisa como um todo afirmaram estar muito confiantes de que suas organizações conseguiriam passar por uma auditoria independente de governança e controles de IA. Entre as organizações com conselhos fortemente engajados no tema, esse percentual sobe para 37%. Embora ainda exista espaço para evolução, esse resultado demonstra que uma supervisão ativa do conselho contribui para a adoção de soluções de IA mais transparentes, mensuráveis e defensáveis.
A vantagem em desempenho dessas organizações é ainda mais expressiva. Quando questionadas sobre os motivos para o baixo desempenho da IA, 34% das organizações com forte governança afirmaram que suas iniciativas de IA não apresentavam qualquer problema de desempenho. Na amostra total, apenas 8% deram a mesma resposta.
Esses resultados mostram que organizações cujos conselhos estabelecem uma governança robusta para IA conseguem reduzir a desorganização, minimizar retrabalho e direcionar a inovação para áreas onde existem oportunidades reais de geração de valor e vantagem competitiva. Essas organizações tendem a:
Ainda não existe um padrão amplamente consolidado para auditorias independentes de governança e controles de IA. No entanto, Lee acredita que essa é apenas uma questão de tempo, especialmente porque já existem diversos frameworks que podem servir de referência para esse tipo de avaliação. Os conselhos de administração devem exigir que a liderança estabeleça controles robustos, documentação adequada e trilhas de auditoria que permitam comprovar a governança e a conformidade das iniciativas de IA quando esse tipo de avaliação se tornar uma prática mais difundida.
Neste momento decisivo para empresas de todos os setores, os conselhos de administração que adotam uma postura ativa em relação à governança da IA podem estabelecer as bases para que suas organizações superem a concorrência. Para obter essa vantagem competitiva, os conselhos precisam:
Um conselho que adota essas práticas pode ajudar a organização a implementar a IA com mais rapidez, capturando seus benefícios sem assumir riscos desnecessários.
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