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A ideia de cidade inteligente costuma estar relacionada à tecnologia, um local com internet 5G e acesso digital a todos. Entretanto, o conceito envolve muito mais do que isso. Para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) é essencial avançar e transformar as cidades em referência em desenvolvimento sustentável, para criar cidades conscientes.

Na visão de João Silvério, sócio líder de Consultoria Empresarial da Grant Thornton Brasil, é necessário que as cidades sejam conscientes de sua orientação, vocação e da identidade dos cidadãos, compreendendo a região em que estão inseridas e o que representam no contexto mais amplo. “Cidades reconhecidas com potencial turístico, por exemplo, que não possuem infraestrutura adequada como hotel ou identificação e divulgação das atrações não têm consciência do seu papel e não se preparam para desempenhá-lo. Com isso, acabam não se desenvolvendo como deveriam”.

Planejamento de longo prazo para criar cidades conscientes

Essa tomada de consciência de suas potencialidades e capacidades faz com que a cidade assuma seu papel e seja reconhecida regionalmente. O desafio a seguir é criar planejamentos que perdurem além das mudanças de governos.

“Se o projeto é realizado durante quatro anos e muda com as alternâncias de gestores públicos, não funciona. Ter um plano de desenvolvimento sustentável de longo prazo devidamente discutido com a sociedade é essencial para que as cidades tenham planejamento efetivo.”, reforça Silvério.

Nesse sentido, estruturar um plano estratégico com base nas vocações e alinhado ao desenvolvimento sustentável, com equipes multidisciplinares e projetos customizados é um diferencial. É possível desenvolver trabalhos que facilitam o entendimento desse posicionamento, definindo em conjunto os eixos de crescimento. Em turismo, por exemplo, o que é preciso para crescer no setor: ter mais hotéis? Capacitação de mão de obra? Na área industrial é relevante entender as demandas de capital humano e como prepará-las. Já nos eixos de desenvolvimento, o suporte pode ser promovido de forma abrangente, tratando de marco legal de saneamento, alternativas de energia sustentável, mobilidade urbana, entre outros aspectos.

“Em muitos casos conseguimos fazer parcerias público-privada que ajudam a atender as demandas do município. Nesse trabalho, buscamos auxiliar a cidade a ter consciência de toda sua potencialidade e projetar seu crescimento a longo prazo”, conclui.

 


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