Governança, confiança e relações de poder definem autonomia e permanência
A liderança em empresas familiares no Brasil vai muito além da gestão tradicional. Estudos da Fundação Dom Cabral e da Grant Thornton Brasil mostram que o papel do CEO nesse tipo de organização é marcado por desafios únicos, onde governança, confiança e relações de poder definem sua autonomia e permanência. Mais do que executar estratégias, o executivo precisa navegar entre interesses da família, da propriedade e do negócio, equilibrando racionalidade e emoção.
A autonomia, vista como essencial ao cargo, não é dada de imediato, mas construída ao longo do tempo. Estruturas de governança mais maduras, com conselhos independentes e papéis bem definidos, ampliam a liberdade de atuação. Já em ambientes menos institucionalizados, o CEO precisa negociar constantemente seu espaço de decisão. Nesse cenário, a confiança da família controladora surge como fator decisivo: quando presente, reduz interferências e fortalece a liderança; quando ausente, limita a atuação e gera reatividade.
