Lei do Bem: Atualizações do FormP&D - Ano-Base 2025
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No início de 2025, crescia a preocupação global com o futuro da sustentabilidade corporativa. Tensões geopolíticas, desafios econômicos e a insegurança energética impulsionavam o ressurgimento do nacionalismo econômico, a preferência por combustíveis fósseis e o retrocesso em políticas e regulamentações ambientais.
Mesmo diante desse cenário adverso, nossa pesquisa mostra um compromisso resiliente com a agenda sustentável: 86% das empresas planejam manter ou ampliar seus investimentos em sustentabilidade ao longo do ano. No Brasil, esse número é ainda mais expressivo, chegando a 95% o que representa um crescimento de 3 pontos percentuais em relação a 2024.

As áreas de investimento em sustentabilidade continuam diversas, mas energia renovável permanece como foco principal globalmente (43,5%) e entre as empresas brasileiras essa também é a prioridade (62,3%). Isso ocorre porque a energia renovável e a redução das emissões de carbono costumam ser formas diretas e economicamente viáveis de melhorar a sustentabilidade. Dependendo da legislação do país, o uso de fontes de energia mais limpas também pode gerar incentivos regulatórios e fiscais.
No Brasil, outras áreas prioritárias para empresas que aumentam ou mantêm investimentos em sustentabilidade estão gestão de resíduos e diversidade e inclusão (ambas com 39,7%), desenvolvimento de novos produtos sustentáveis (39%) e redução de carbono (35,6%).
O cenário global regulatório no início deste ano parecia desfavorável à agenda de sustentabilidade, considerando as alterações na Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) e a revogação da regra de divulgação climática pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). No entanto a grande maioria das empresas de médio porte continuará produzindo seus relatórios de sustentabilidade. No Brasil, essa decisão é devido a 41% afirmarem que esta prática está alinhada ao propósito do negócio e 29,2% indicarem que faz sentido do ponto de vista comercial.
Além disso, o movimento regulatório dos últimos anos, voltado às empresas de capital aberto e ao mercado financeiro, tem impulsionado a adoção de conceitos e práticas ESG no Brasil. As Resoluções CVM nº 193, 217, 218 e 227 introduzem a obrigatoriedade de divulgação de informações financeiras à sustentabilidade, alinhando o país aos padrões internacionais emitidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) – normas IFRS S1 e IFRS S2, que torna a emissão anual obrigatória a partir do exercício social de 1º de janeiro de 2026.

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