A integridade financeira de uma empresa é fundamental para sua sustentabilidade e sucesso a longo prazo. As fraudes financeiras podem ocorrer em diversas formas, desde a manipulação de relatórios contábeis até em desvios de recursos, as quais representam uma das maiores ameaças à saúde econômica das organizações.
Apesar da crescente conscientização sobre a importância da governança corporativa e da mitigação de riscos, muitas empresas ainda não realizam perícias contábeis preventivas ou auditorias forenses preventivas, assumindo uma postura reativa que somente se manifesta após a ocorrência de uma fraude e irregularidades financeiras.
Isso significa que as medidas corretivas são implementadas somente após a identificação de uma anomalia ou, pior ainda, de um escândalo financeiro. Essa abordagem não apenas expõe a organização a riscos elevados, mas também pode resultar em perdas financeiras significativas, danos à reputação e até mesmo sanções legais.
De acordo com dados da pesquisa Diagnóstico de Fraudes no Brasil, realizado pela Grant Thornton Brasil, quando as fraudes e desvios de conduta em geral se materializam, 40% foram de R$ 501 mil a mais de R$ 10 milhões. Na maioria dos casos, os valores recuperados frente aos fraudadores foram menores que 20% – o que demonstra a proporção do impacto financeiro que o risco iminente às fraudes pode causar nas empresas.
O que são Perícias Contábeis Preventivas?
As perícias contábeis preventivas envolvem a realização de procedimentos técnicos-científicos e avaliações contínuas dos registros financeiros e operacionais da empresa, a fim de identificar possíveis vulnerabilidades e riscos potenciais antes que se tornem problemas reais. Isso inclui auditorias forenses frequentes, revisões de processos e controles internos, por exemplo.
Esses procedimentos ajudam a identificar fraudes em potencial, além de promover uma cultura de transparência e responsabilidade dentro da organização. Quando os colaboradores sabem que estão sendo monitorados e que a empresa está comprometida com a integridade financeira, a probabilidade de comportamentos fraudulentos diminui.
Como exemplo, o Diagnóstico de Fraudes, da Grant Thornton Brasil, aponta, ainda, que 85% dos casos apresentaram ações de integridade como o Código de Ética e Conduta, e o Canal de Denúncias como mecanismos já adotados pelas empresas que contribuíram para a identificação das fraudes.
Empresas que não investem na remediação, em perícias contábeis preventivas, muitas vezes subestimam a complexidade e a evolução das fraudes financeiras. Com o avanço da tecnologia e o aumento das metodologias usadas por fraudadores, a detecção e a prevenção de fraudes exigem um foco constante e estratégias bem definidas que vão além da auditoria contábil tradicional.
Como a Grant Thornton Brasil pode auxiliar?
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