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A pesquisa Women in Business 2021, da Grant Thornton, indica que a criação de uma cultura inclusiva é uma das principais prioridade para alcançar a equidade de gênero na liderança. Mas por que se tornou ainda mais essencial no cenário de pandemia?
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O impacto da Covid-19 nas rotinas de trabalho, com diversas pessoas se adaptando aos modelos de trabalho remoto ou híbrido de longo prazo, tornou a inclusão mais importante do que nunca. A pesquisa Women in Business 2021 revela que as empresas estão reconhecendo isso e praticando ações deliberadas para promover o engajamento dos funcionários e uma cultura de inclusão. Criar um ambiente de comunicação aberta, onde todos os colaboradores se sintam aptos a expressar suas ideias e questões, é uma prioridade para 43% das empresas, com a mesma proporção acreditando que sua ênfase crescerá no futuro.

Ação deliberada sobre a diversidade

Estabelecer uma cultura de inclusão é fundamental para aumentar a diversidade em todos os níveis de uma organização e, assim, aumentar a paridade de gênero em cargos de liderança. Além disso, também ajuda a criar a resiliência de que as empresas precisam para enfrentar crises globais – quanto mais os funcionários incluídos se sentem, mais inovadores eles são em seus trabalhos e mais engajados eles são individualmente com o propósito da empresa.

“Ter diversidade nas equipes torna as empresas mais competitivas – aumenta a inovação e a produtividade, leva a melhor desempenho e resolução de problemas, e melhora a tomada de decisão”, confirma Allyson Zimmermann, diretor executivo para Europa, Oriente Médio e África, da Catalyst. “Para conseguir isso, é necessário haver um alinhamento entre os valores, políticas, práticas e cultura declarados de uma empresa, que se reflete nas recompensas e no reconhecimento oferecidos”.

Compromisso com uma cultura inclusiva

Dan Holland.pngEm outras palavras, uma cultura inclusiva deve ser autêntica para o negócio e seu propósito. “Tem que ser mais do que uma declaração de missão”, diz Dan Holland, sócio e líder de D&I da Grant Thornton Irlanda. “Para uma empresa ser genuinamente inclusiva e aceitar a diversidade, você precisa de plataformas para as pessoas apresentarem suas ideias. Deve haver um desejo de ouvir de forma proativa de todos dentro da empresa, não importa quem seja ou quais sejam suas origens, e mostrar a eles que são respeitados”. Essas metas precisam estar incorporadas no negócio e alinhadas com suas aspirações estratégicas.

Todas as metas culturais devem ser modeladas pelas principais lideranças e influenciadores e disseminadas por toda a empresa, porque uma cultura inclusiva também é aquela em que as pessoas podem identificar uma ampla gama de origens e perspectivas que estão sendo promovidas.

Ngozi Ogwo.png“A diversidade deve ser vista em todos os níveis da organização”, diz Ngozi Ogwo, CEO da Grant Thornton Nigéria. “As empresas precisam criar conscientemente esse equilíbrio de gênero, especialmente no nível gerencial, dando oportunidades a todos os que se qualificam. Também deve haver comunicação consistente e medição de metas em termos abertos e claros. Sem agenda ou condições ocultas”.

A pandemia destacou a necessidade de envolver todos os colaboradores nos objetivos e atividades do negócio. Ao promover a colaboração, a cultura inclusiva resultante levará a uma maior produtividade, ajudando as organizações a se recuperarem.

Francesca Lagerberg round.png“As empresas com diversidade em seu nível sênior são mais propensas a ser capazes de pensar de forma mais ampla e horizontal, considerando diferentes possibilidades”, diz Francesca Lagerberg, líder global - network capabilities da Grant Thornton International. “Eles tendem a ser mais inovadores. Isso os ajudará a superar esta crise de forma construtiva”.

Acesse a pesquisa completa

Criar uma cultura inclusiva é uma ação-chave para aumentar a paridade de gênero na liderança. Acesse a pesquisa Women in Business 2021 da Grant Thornton para uma visão completa de como a inclusão impulsiona a inovação.