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O poder da liderança inclusiva diante de um cenário de mudanças constantes

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No cenário pós-pandemia, um novo modelo de liderança será necessário para viabilizar o crescimento das organizações. Incentivar a inovação, a comunicação, a colaboração e se adaptar às mudanças tornaram-se necessidades operacionais, enquanto empatia e inclusão são as chaves para o desempenho da equipe.
Destaques

Se os impactos da Covid-19 apresentaram algum reflexo positivos nos negócios, esse resultado foi obtido destacando as habilidades necessárias das pessoas para liderar diante de mudanças significativas. Analisando o cenário futuro, esse conjunto de skills incluirá resiliência, adaptabilidade, comunicação e conectividade.

Kim Schmidt 120x120 round image.png“A pandemia também acelerou a tendência em atributos de liderança relacionados à empatia, open mind, transparência e inclusão. Essa mudança é significativa e de longo prazo”, ressalta Kim Schmidt, líder global de Leadership, People and Culture da Grant Thornton International.

Hilary Haynes.pngO imperativo é que os líderes negociem no modelo tradicional focado em operações em favor de uma abordagem mais flexível, acredita Hilary Haynes, head global de desenvolvimento de liderança da Grant Thornton International. “Os líderes estão sendo chamados a adotar uma mentalidade de mudança para alavancar a disrupção, em vez de serem dominados por ela, e desafiar os resultados econômicos como o único indicador de sucesso.”

O International Business Report (IBR) de 2021 da Grant Thornton revelou que as empresas que priorizam essas características prosperaram em 2020. Mesmo enfrentando desafios e oportunidades decorrentes das consequências da pandemia, elas prosperaram mantendo o foco na inovação, colaboração e empatia.

Francesca Lagerberg 120x120 round image.png“Líderes de sucesso usaram a atmosfera de mudança para estimular e apoiar inovações que fizeram uma diferença real em seus negócios”, destaca Francesca Lagerberg, líder global de Network Capabilities da Grant Thornton International.

 

Élica Martins (1).pngNa visão de Élica Martins, sócia de Auditoria e porta-voz do estudo na Grant Thornton Brasil, o mundo dos negócios está mudando rapidamente, exigindo maior atenção e preparo das lideranças. “Seja um crescimento sustentável ou uma nova crise, riscos de negócios, mas sempre pensando em inovação, tecnologia, na sociedade e, acima de tudo, nos talentos. A nova geração fará o novo futuro e você como está treinando esses sucessores na sua pirâmide empresarial para lidar com esse futuro de mudanças rápidas e transformadoras? destaca.

Novos desafios, novas atitudes

Os três atributos mais importantes para os líderes globais do mid-market permanecem inalterados desde a pesquisa da Grant Thornton de 2019 sobre o futuro da liderança. Ser adaptável às mudanças (44%), inovador (43%) e colaborativo em toda a empresa (29%) são as habilidades mais valorizadas para líderes futuros, em todas as regiões pesquisadas. Mas em 2021, outras características valiosas surgiram, sendo que a empatia ganhou destaque na perspectiva global, com 22% dos entrevistados citando-a como essencial, e 28% entre os participantes brasileiros da pesquisa.

“Tratar as pessoas de uma forma comercial, prática, mas também empática, significa que, quando o mercado se aquecer, elas querem retribuir aos empregadores que as apoiaram”, diz Lagerberg. A empatia é um componente vital na criação de um ambiente onde os membros da equipe se sintam apoiados, encorajados e psicologicamente seguros.

Outra característica enfatizada na última pesquisa IBR é a resiliência, com alta de quatro pontos percentuais desde 2019 para 27% na perspectiva global, e 28% entre as lideranças brasileiras. As demandas da pandemia fizeram com que os líderes apoiassem os funcionários em circunstâncias imprevisíveis e sem precedentes. “Sob essa perspectiva, a resiliência não se trata de estar ‘se recuperando’ de uma adversidade, porque elas simplesmente continuam surgindo. Em vez disso, é uma força interna sustentável”, acredita Haynes.

A capacidade de se comunicar com suas equipes também foi crucial. “A Covid-19 mudou a relação entre os líderes e seu pessoal”, diz Schmidt. “Apesar de estarmos fisicamente separados, nos conectamos virtualmente – de maneiras até mais profundas e pessoais. Líderes que abraçam autenticamente essa forma de trabalhar garantirão o sucesso na corrida por talentos cada vez mais disputada”.

Comunicação, flexibilidade, capacidade de resposta, sensibilidade e clareza foram todas as respostas no IBR de 2021, refletindo uma transição da priorização de habilidades "difíceis" para a adoção de características "mais suaves".

“Em nosso ambiente virtual global, a capacidade de realmente conectar, construir e manter relacionamentos é mais desafiadora”, destaca Haynes. “Os líderes devem encontrar uma forma de demonstrar cuidado nas palavras que usam, nas conversas que têm e nas ações que realizam”.

Principais características em 2020

O cruzamento das características que os líderes valorizaram com o crescimento que seus negócios experimentaram durante os 12 meses até novembro de 2020 cria um quadro mais diversificado. As empresas que aumentaram a receita, os níveis de pessoal ou as exportações em pelo menos 5% revelam habilidades comuns de liderança.

Para este subconjunto de vencedores, ser inovador, apoiar a colaboração em toda a empresa e estar em rede na comunidade empresarial mais ampla são mais importantes do que para outras empresas. Ser empático também é enfatizado.

“Nosso ambiente é dinâmico, com novas tecnologias e ofertas, mudanças na consciência do consumidor e riscos de negócios, todos contribuindo para a necessidade dos líderes aceitarem seu mundo como inconstante e estarem prontos para aproveitar as oportunidades”, diz Haynes. “Como você vai tirar proveito das coisas novas, a menos que esteja disposto a inovar? Como você criará um ambiente em que equipes inovadoras prosperem, a menos que você permita que testem e aprendam? Como você vai testar e aprender, a menos que permita que as pessoas falhem e aprendam com essas falhas?”, questiona a executiva.

Empatia e colaboração parecem se traduzir em expansão de pessoal, pontuando, respectivamente, 3% e 4% acima da média entre as empresas que aumentaram sua força de trabalho. A inovação pode estar ligada à receita, com uma pontuação 6% acima da média entre as organizações que aumentaram seus lucros. O networking na comunidade empresarial mais ampla, por sua vez, obteve uma pontuação 6% maior do que a média dos exportadores em destaque.

Ser resiliente e adaptável às mudanças foi relativamente menos importante para ganhar líderes durante a pandemia. Embora isso pareça contrário às habilidades necessárias aos líderes em tempos desafiadores, esses resultados podem ser interpretados como uma resposta proativa à Covid-19. Os vencedores lideraram a mudança por meio da inovação, colaboração e empatia; enquanto aqueles se concentraram em responder e sobreviver à pandemia, adaptados às novas circunstâncias e resistentes à resiliência.

Estrutura para futuros líderes

A pesquisa IBR da Grant Thornton sugere que, para os líderes no mundo pós-pandemia, adaptar-se às mudanças enquanto inova e colabora em toda a organização para liderar soluções é o modelo para o futuro. Ao tomar medidas práticas para criar uma cultura de comunicação, onde todos são capazes de contribuir, os líderes podem criar organizações robustas o suficiente para prosperar em 2021 e além.

A resiliência é importante, mas em vez de ser vista como um conceito único, deve ser reconhecida como uma construção de diferentes fatores e medida em relação a uma escala móvel. A resiliência pode ser composta por um forte senso de propósito, a capacidade de aprender e crescer, acesso a relacionamentos fortes e orientação de apoio.

Líderes de sucesso estruturarão sua liderança em torno de conexões em toda a empresa, trabalhando e tendo empatia com os membros da equipe, incentivando todos a contribuir - e, assim, fomentando a inovação. “O mundo está mais incerto do que nunca”, diz Lagerberg. “Portanto, para prosperar, os líderes precisam ser radicais e enérgicos para gerar um impacto positivo em termos de crescimento e inovação.”

Inovar significa ser capaz de testar, aprender e às vezes falhar, acrescenta Haynes. “Para estar dispostos a falhar, os indivíduos devem ser capazes de arriscar, ser corajosos, sabendo que o novo comportamento é encorajado, não sancionado.” Do ponto de vista da liderança, isso significa criar uma cultura onde os membros da equipe se esforçam para aprender, contribuir e criar.

“Recrute um grupo de talentos diversificado e, a seguir, incentive ativamente as opiniões sobre como fazer as coisas de uma maneira nova e diferente; treinar em vez de dizer”, aconselha Haynes. “Liderar ativamente de uma forma que incentive a inovação requer um líder que seja autoconsciente e se comprometa a capacitar aqueles ao seu redor, enquanto lidera com um claro senso de propósito.”

E o Brasil está alinhado com as perspectivas globais?

Ao analisar o cenário brasileiro é possível perceber um alinhamento entre o perfil inovador e a adaptabilidade às mudanças, indicando que as lideranças apresentem uma mentalidade inovadora e voltada para o futuro repleto de oportunidades.

O cenário de negócios nos últimos 12 meses representa uma oportunidade para as organizações criarem uma cultura mais inclusiva e inovadora, na qual todos os seus colaboradores estejam engajados, incluindo treinamentos para formação de líderes do futuro cada vez mais fazendo parte das agendas empresariais no sentido principal de preparar sucessores.

“Para aproveitar este momento, as lideranças precisarão demonstrar conjuntos de habilidades específicas, como a coragem de colocar à mesa assuntos de possíveis riscos futuros para alertar a administração e para, definitivamente, fazer parte da agenda e estar preparada para o futuro, seguido de resiliência, até sentido de propósito e perfil diretivo”, ressalta Élica Martins.

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