COVID-19

Insolvência empresarial: compreenda os sinais de alerta e saiba como reagir

Com o impacto da Covid-19 em toda a economia global, os governos em todo o mundo, inclusive o brasileiro, vem promovendo medidas para minimizar os efeitos negativos tanto às pessoas, quanto às organizações de modo geral e, assim, a economia sofrer menos. 

Mesmo com esse apoio bem-vindo, algumas empresas ainda estão enfrentando grandes desafios. Inclusive, o caminho para a zona de insolvência – ou de incapacidade de pagar dívidas – pode ser causado por muitos fatores diferentes, alguns que não estão sob o controle do empresário.

Neste sentido, os gestores das empresas precisam entender os indicadores iniciais de insolvência, para que tenham mais opções e oportunidades de corrigir a trajetória de sua empresa de forma a evitar o caminho da recuperação judicial, falência.

Indo para a insolvência? Alguns sinais de alerta

Segundo informações da Australian Securities & Investments Commission, por exemplo, em 2018-19, as três principais causas de erros indicados nos relatórios das empresas e que influenciam diretamente na acuracidade sobre sua solvência foram:

  • Fluxo de caixa inadequado ou alto uso de caixa (51% dos relatórios);
  • Má gestão estratégica dos negócios (43% dos relatórios); e
  • Fraco controle financeiro, incluindo falta de registros (39% dos relatórios).

A identificação e intervenção precoces de sinais de insolvência são a chave para que as empresas tenham ampla oportunidade de desenvolver um plano robusto para solucionar esses problemas.

Os principais sinais por estágio:
Sinais do estágio 1
  • Queda de vendas
  • Índices baixos de liquidez
  • Má gestão e informações contábeis financeiras - pontualidade, precisão e confiabilidade
  • Previsão de fluxo de caixa realista mostra uma deficiência que não pode ser atendida
  • Um grande cliente é perdido ou fica descapitalizado
  • Produtos de alto giro não devem ter grandes estoques
  • Os créditos bancários são constantemente levados ao limite todos os meses
  • Credores antigos “apertando” para novas condições
  • Os clientes estão constantemente pagando atrasado
  • Diretores com remuneração por desempenho que não recebem salário
  • Perdas comerciais repetidas estão ocorrendo
  • O rápido crescimento das vendas está ocorrendo sem capital suficiente para financiá-lo
  • Perdas em empresas relacionadas que são devedoras
  • Os pedidos de refinanciamento estão sendo negados
  • Atrasos ou não entrega dos demonstrativos de recolhimento dos impostos
  • Estresse ou outros fatores que afetam o pessoal-chave
Sinais do estágio 2
  • Nenhum interesse genuíno em comprar o negócio
  • Parada de fornecimento de insumos, matérias-primas, novos créditos ou não liberação de recursos
  • Planos de repactuação com credores
  • Aluguel e outros serviços essenciais não pagos ou atrasados
  • Alta rotatividade de pessoas-chave
  • Baixas ou provisionamento de grandes dívidas incobráveis
  • Discussão/Disputas com auditores
  • Demandas de credores não contestados
  • Pagamentos parcelados
  • Colocar funcionários em férias forçadas motivado por uma queda anormal dos negócios
Sinais do estágio 3
  • Credores removendo estoque que lastreiam crédito
  • Dívidas por litígio ou processos sob judice
  • Salários atrasados
  • Receber aviso de despejo

Identificou indicadores iniciais? Confira algumas soluções:

Se você identificou que alguns desses indicadores iniciais estão presentes em seus negócios, há várias opções de reestruturação a serem consideradas para aproveitar as diversas medidas anunciadas recentemente para apoiar os negócios neste cenário de pandemia de Covid-19.

Com a ajuda de um consultor qualificado, você pode determinar se é possível:

  • continuar a negociar, mas reduzir suas operações
  • reorientar o seu negócio de volta às suas operações principais e racionalizar partes de baixo desempenho do seu negócio
  • refinanciar a dívida e/ou aportar recursos

Os primeiros indicadores de insolvência não significam que seu negócio esteja condenado. Com aconselhamento adequado e compreensão das opções de resposta o mais cedo possível é possível agir para garantir que você tenha todas as chances de corrigi-lo.

*Por: David Hodgson

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