Otimismo das lideranças empresariais brasileiras
IBR | 1° SEMESTRE 2021O IBR registrou no primeiro semestre de 2021 que 66% do empresariado brasileiro está mais otimista com a recuperação dos negócios nos próximos 12 meses.

Alguns produtores já descobriram vantagens com uma melhor gestão, e o controle da produção que facilitam a prestação de contas e as questões de sucessão, ampliam o acesso a benefícios e possibilitam até mesmo aumentar o lucro.
Uma pesquisa inédita divulgada ano passado mostrou os principais avanços tecnológicos na agricultura brasileira. O estudo, realizado pelo Sebrae, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com produtores agrícolas de todos os estados do país, empresas e prestadores de serviços, concluiu que a maioria analisa de maneira positiva o avanço tecnológico nas atividades rurais; 67,1% dos entrevistados acreditam na necessidade crescente do uso de tecnologias no planejamento das atividades da propriedade e 59,7% desejam aplicar as novas ferramentas à gestão da propriedade rural.
Essa percepção sobre a necessidade de aumentar o controle e a gestão das atividades reflete diretamente na prestação de contas com as autoridades nacionais. O governo brasileiro tem aumentado as exigências em relação às informações e detalhamento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR).
“O produtor rural brasileiro conta com benefícios no Imposto de Renda e a apuração do lucro tem ficado mais digital”, avalia Marcelo Valentini, sócio de Auditoria e líder do setor na Grant Thornton Brasil, lembrando que diversas informações já são preenchidas pelo próprio sistema e que a Receita Federal cruza os dados de outras declarações, por exemplo, de uma concessionária de quem o produtor tenha adquirido uma caminhonete.
“O nível de exigência é maior porque o sistema facilita a fiscalização, precisando de um controle mais aprofundado. Muitas vezes, se o produtor não registra uma alteração, mas o fornecedor ou o cliente informa, ele fica mais vulnerável à fiscalização da Receita Federal”.
O especialista explica que a contabilidade apurada conforme as melhores práticas e com atenção às questões fiscais serve de base para tomada de decisões, facilita o relacionamento junto às instituições financeiras e ao mercado e garante maior transparência dentro das famílias ou condomínios agrícolas, além de possibilitar a realização de análises para diminuir a carga de tributos.
“A própria contabilidade da empresa consegue ajudar a fazer a redução dos tributos, planejando as compras e acompanhando em detalhes entradas e saídas”, afirma. Outra vantagem do controle adequado dos números, balanços e da chancela de uma auditoria é garantir um acesso mais fácil, menos moroso e menos custoso aos créditos de ESG. “O mercado está muito aquecido na liberação do crédito verde”.
Valentini comenta que muitos produtores rurais trabalham apenas com fluxo de caixa, mas quando há uma gestão mais detalhada dos números é possível ter uma visão ampliada, o que facilita a prestação de conta para sócios, grandes clientes e fornecedores. “Alguns pedem essas informações para comprovar se o produtor tem capacidade de honrar sua venda ou compra. Com essa transparência e números mais fidedignos, além de reforçar a governança e a imagem junto ao mercado e fornecedores, fica mais fácil desenhar uma sucessão e captar recursos, pois contará com demonstrações de acordo com as práticas contábeis brasileiras e internacionais”, avalia Valentini.
É importante ressaltar que o controle contábil deve ser feito diariamente e não apenas para a declaração de Imposto de Renda, porque quanto mais controle e planejamento, melhor será o acompanhamento da evolução da empresa. “Assim o produtor consegue saber para onde está indo o dinheiro, estruturar a gestão baseada em resultados, desenhar uma sucessão mais próxima da realidade e ainda facilita a prestação de contas entre os sócios”, afirma, destacando que a gestão bem estruturada permite fazer análises dos números.
“Se constatamos que o dinheiro é gasto especialmente em um grupo de contas, por exemplo, ou se concentra mais em um período do que em outros, podemos avaliar o que existe ali, se é necessário todo aquele gasto e verificar alternativas. Apenas com o fluxo de caixa não é possível esse acompanhamento. Na questão contábil entendemos se os dados estão certos, se o custo era necessário ou foi um lapso desnecessário, acompanhamos a evolução da utilização dos recursos e verificamos se é possível cortar gastos e aumentar a rentabilidade”.
Com o grande volume de recursos envolvidos, o controle apenas com uma planilha limita as opções de análises e aprimoramento da aplicação dos valores, a redução de tributos e a busca por opções que garantam outras vantagens para melhorar o lucro. “Quando o produtor deixa de atuar como pessoa física e vira uma empresa, passa a contar com isenções de tributos e receber créditos de volta, o que ajuda a aumentar seu lucro. Nós mostramos isso em números a ele, mas a empresa necessita de nível de governança e controles maiores”.
Acompanhamos o passo a passo para estruturação de números e informações que levem à melhoria de governança, realizamos revisão contábil e fiscal, com processo de auditoria que promoverá maior nível de visibilidade da empresa no mercado.
O IBR registrou no primeiro semestre de 2021 que 66% do empresariado brasileiro está mais otimista com a recuperação dos negócios nos próximos 12 meses.
Para avaliar como as organizações estão se preparando, a Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), em parceria com a Grant Thornton, pesquisou profissionais antifraude em todo o mundo sobre os efeitos atuais e esperados da Covid-19.
Neste artigo, nossas líderes Adriana Moura e Daniele Barreto e Silva ressaltam a relevância dos aspectos ESG e as prioridades ao setor empresarial e à governança das organizações.