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Os avanços digitais e a necessidade de governança, planejamento fiscal e contábil chegam cada vez com mais intensidade ao campo. Alguns produtores já descobriram vantagens com uma melhor gestão e o controle da produção, que facilitam a prestação de contas e as questões de sucessão, ampliam o acesso a benefícios e possibilitam até mesmo aumentar o lucro.
Destaques

Uma pesquisa inédita divulgada ano passado mostrou os principais avanços tecnológicos na agricultura brasileira. O estudo, realizado pelo Sebrae, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com produtores agrícolas de todos os estados do país, empresas e prestadores de serviços, concluiu que a maioria analisa de maneira positiva o avanço tecnológico nas atividades rurais; 67,1% dos entrevistados acreditam na necessidade crescente do uso de tecnologias no planejamento das atividades da propriedade e 59,7% desejam aplicar as novas ferramentas à gestão da propriedade rural.  

Subsídio para tomada de decisões, redução de tributos e financiamentos

Essa percepção sobre a necessidade de aumentar o controle e a gestão das atividades reflete diretamente na prestação de contas com as autoridades nacionais. O governo brasileiro tem aumentado as exigências em relação às informações e detalhamento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR).

“O produtor rural brasileiro conta com benefícios no Imposto de Renda e a apuração do lucro tem ficado mais digital”, avalia Marcelo Valentini, sócio de Auditoria e líder do setor na Grant Thornton Brasil, lembrando que diversas informações já são preenchidas pelo próprio sistema e que a Receita Federal cruza os dados de outras declarações, por exemplo, de uma concessionária de quem o produtor tenha adquirido uma caminhonete. “O nível de exigência é maior porque o sistema facilita a fiscalização, precisando de um controle mais aprofundado. Muitas vezes, se o produtor não registra uma alteração, mas o fornecedor ou o cliente informa, ele fica mais vulnerável à fiscalização da Receita Federal”.

O especialista explica que a contabilidade apurada conforme as melhores práticas e com atenção às questões fiscais serve de base para tomada de decisões, facilita o relacionamento junto às instituições financeiras e ao mercado e garante maior transparência dentro das famílias ou condomínios agrícolas, além de possibilitar a realização de análises para diminuir a carga de tributos.

“A própria contabilidade da empresa consegue ajudar a fazer a redução dos tributos, planejando as compras e acompanhando em detalhes entradas e saídas”, afirma. Outra vantagem do controle adequado dos números, balanços e da chancela de uma auditoria é garantir um acesso mais fácil, menos moroso e menos custoso aos créditos de ESG. “O mercado está muito aquecido na liberação do crédito verde”.

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Prestação de contas e sucessão

Valentini comenta que muitos produtores rurais trabalham apenas com fluxo de caixa, mas quando há uma gestão mais detalhada dos números é possível ter uma visão ampliada, o que facilita a prestação de conta para sócios, grandes clientes e fornecedores. “Alguns pedem essas informações para comprovar se o produtor tem capacidade de honrar sua venda ou compra. Com essa transparência e números mais fidedignos, além de reforçar a governança e a imagem junto ao mercado e fornecedores, fica mais fácil desenhar uma sucessão e captar recursos, pois contará com demonstrações de acordo com as práticas contábeis brasileiras e internacionais”, avalia Valentini.

É importante ressaltar que o controle contábil deve ser feito diariamente e não apenas para a declaração de Imposto de Renda, porque quanto mais controle e planejamento, melhor será o acompanhamento da evolução da empresa. “Assim o produtor consegue saber para onde está indo o dinheiro, estruturar a gestão baseada em resultados, desenhar uma sucessão mais próxima da realidade e ainda facilita a prestação de contas entre os sócios”, afirma, destacando que a gestão bem estruturada permite fazer análises dos números.

“Se constatamos que o dinheiro é gasto especialmente em um grupo de contas, por exemplo, ou se concentra mais em um período do que em outros, podemos avaliar o que existe ali, se é necessário todo aquele gasto e verificar alternativas. Apenas com o fluxo de caixa não é possível esse acompanhamento. Na questão contábil entendemos se os dados estão certos, se o custo era necessário ou foi um lapso desnecessário, acompanhamos a evolução da utilização dos recursos e verificamos se é possível cortar gastos e aumentar a rentabilidade”.

Com o grande volume de recursos envolvidos, o controle apenas com uma planilha limita as opções de análises e aprimoramento da aplicação dos valores, a redução de tributos e a busca por opções que garantam outras vantagens para melhorar o lucro. “Quando o produtor deixa de atuar como pessoa física e vira uma empresa, passa a contar com isenções de tributos e receber créditos de volta, o que ajuda a aumentar seu lucro. Nós mostramos isso em números a ele, mas a empresa necessita de nível de governança e controles maiores”.

 

Como a Grant Thornton pode auxiliar nessas demandas? 

Acompanhamos o passo a passo para estruturação de números e informações que levem à melhoria de governança, realizamos revisão contábil e fiscal, com processo de auditoria que promoverá maior nível de visibilidade da empresa no mercado.

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