IA como aliada estratégica no M&A de gestão de ativos
InsightsA IA impulsiona o M&A na gestão de ativos ao ampliar a precisão das análises, acelerar processos e apoiar decisões estratégicas mais eficientes.

No ano de 2021 o investimento em capital de risco, especialmente voltado para startups, alcançou nível recorde, confirmando a tendência do mercado de capitais em diversificação e apetite a risco em busca de maiores retornos. Tais investimentos despejaram volumes relevantes de capital nas companhias recém fundadas e, em contrapartida, geraram forte pressão por retorno e crescimento exponencial.
Nessa busca por alternativas de crescimento e com dinheiro no bolso, o caminho das aquisições tem se mostrado convidativo, seja para adicionar novos produtos no portfólio (como a Ebanx ao adquirir a Remessa Online, que adicionou o produto de remessas internacionais), entrar em novas verticais da economia (por exemplo, a Dr. Consulta, ao adquirir a Cuidar.me que estreou no mercado de planos de saúde) ou também para adicionar talentos ao time já existente (as conhecidas acqui-hire).
O fenômeno que soa como um novo departamento da área de Recursos Humanos, se refere na verdade às aquisições (acquisition) focadas na contratação da equipe da companhia (hiring). Já é comum nos EUA há alguns anos, tendo o Facebook e Yahoo como um de seus mais notáveis e recorrentes praticantes, além de outras empresas como Airbnb com a Dailybooth, o Google com a Milk, entre outras.
No Brasil, tem se tornado mais recorrentes devido a alguns fatores como explorado a seguir. Vimos recentemente um caso divulgado pelo Brazil Journal referente a aquisição da Beta Learning pela Clear Sale, quando o CEO da adquirente afirmou que a aquisição não tinha foco em algum produto específico, mas sim na qualidade do time de funcionários da empresa, e nos métodos de treinamento e formação de mão de obra.
Em contrapartida ao cenário de irrigação de capital, as empresas têm sofrido com a escassez de recursos humanos qualificados no mercado de trabalho, especialmente na área de tecnologia. O mundo e a economia se transformam em conceitos cada vez mais digitais, porém parece que as universidades e centros de formação não conseguiram se adaptar rápido o suficiente para atender a esta demanda na capacitação de profissionais.
Ainda no artigo mencionado da Brazil Journal, o CEO da Clear Sale menciona que a demanda por desenvolvedores no Brasil era de 123 mil em 2021, e a projeção é que esse número alcance 797 milhões em 5 anos. Por outro lado, no Brasil atualmente são formados apenas 53 mil profissionais deste setor por ano.
Como resultado disso, observa-se no mercado de trabalho verdadeira disputa entre as companhias para contratação de desenvolvedores (os famosos “devs”), engenheiros de dados e afins. Os relatos são diversos, desde salários estratosféricos, flexibilização nos formatos de contratação e horas de trabalho e, até mesmo, a contratação remota internacional.
Nesse cenário, os profissionais do mercado de Fusões e Aquisições têm observado uma quantidade crescente de aquisições cuja o cerne da motivação é a contratação dos fundadores e seus times de desenvolvedores e de engenheiros de tecnologia, sendo essas transações chamadas de Acqui-Hiring (acquisition to hire).
Por mais que isso represente um enorme prêmio se comparado ao salário de mercado de profissionais equivalentes, esse tem sido um caminho trilhado pelas empresas para trazer equipes com capacidades específicas e experiências comprovadas, ao invés de contratar e desenvolver internamente.
Com a defasagem de oferta de mão de obra que observamos hoje e a aceleração da transformação das companhias e da economia, os movimentos de acqui-hire parecem ter vindo para ficar no mercado de M&A brasileiro e os mecanismos de aperfeiçoamento desta prática vão se tornando cada vez mais assertivos e sofisticados.
Caso tenha qualquer dúvida, nossa equipe de Valuation está à disposição para atender as necessidades específicas do seu negócio diante desse fenômeno do Acqui-Hire.
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