Por muito tempo, a governança financeira foi entendida como um conjunto de práticas voltadas exclusivamente à gestão de riscos, compliance e transparência contábil. Hoje, essa visão já se mostra insuficiente. Em um mercado pressionado por investidores, regulações e pela própria sociedade, ESG se consolidou como um dos principais pilares da governança corporativa moderna.
Essa transformação não é apenas conceitual, mas sustentada por dados. Segundo levantamento da Grant Thornton Brasil, 75% das empresas reconhecem a importância do ESG para o futuro dos negócios, mas apenas 14% efetivamente incorporam esses critérios à tomada de decisão estratégica. O dado revela um descompasso relevante entre discurso e prática, especialmente quando falamos de decisões financeiras que exigem métricas consistentes, previsibilidade e visão de longo prazo.
