Cybersegurança

Terra | Cibersegurança exige participação da alta liderança

O avanço da IA e da digitalização tornou os ataques cibernéticos mais sofisticados e colocou a cibersegurança no centro das decisões estratégicas das empresas. O tema, que antes ficava mais restrito à área de TI, hoje exige o envolvimento da alta liderança e dos conselhos. Felipe Duarte, sócio de IT Risk da Grant Thornton, alerta que "restringir a cibersegurança à área de TI reduz a capacidade da organização de identificar e gerenciar riscos estratégicos que afetam todo o negócio".

Embora o incidente aconteça no ambiente tecnológico, seus impactos podem se espalhar por toda a empresa, afetando operações, interrompendo o faturamento e o atendimento aos clientes e até gerando penalidades financeiras.

A IA intensifica esse desafio. Se, por um lado, a tecnologia aumenta a produtividade, por outro, também torna os ataques mais sofisticados e reforça a importância da governança de dados. Afinal, informações inconsistentes podem comprometer os resultados obtidos com a própria tecnologia. Alline Benfatti, líder de Forensic, Integrity & Dispute Services (FIDS) na empresa, aponta que "muitas empresas ainda são reativas e agem após os incidentes". Segundo ela, o fator humano continua sendo uma das principais vulnerabilidades, tornando os treinamentos contínuos ainda mais importantes.

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