Revogação do Benefício de Bônus de Adimplência Fiscal
Tax AlertRevogação do Bônus de Adimplência Fiscal: entenda o que muda para contribuintes, impactos na regularidade fiscal e como as empresas podem se adaptar às novas regras.

Mesmo em um cenário desafiador, marcado por juros altos, desafios de crédito e incertezas econômicas, o setor de incorporadoras mantém sua trajetória de crescimento no mercado brasileiro, impulsionado por fundamentos sólidos, eficiência operacional e constante evolução.
Nesta edição do estudo, dois novos índices foram incluídos na avaliação dos nossos especialistas, trazendo ainda mais robustez às análises do ponto de vista de eficiência do segmento: Margem de Lucro Líquido e Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE).
O estudo envolveu as informações financeiras combinadas de 19 empresas, sendo elas listadas na bolsa de valores mobiliários (B3), serem do segmento do Novo Mercado e apresentarem receitas anuais superiores a R$ 300 milhões.
A análise do comportamento dos principais saldos contábeis, resultam em uma visão abrangente sobre o mercado brasileiro.
No 1º trimestre de 2025, houve um aumento de 15,1% no volume de lançamentos e de 15,7% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2024, segundo estudo da BRAIN publicado pela CBIC. Esse desempenho resultou em um lucro líquido combinado de R$ 1,3 bilhão, representando um crescimento de 29% em relação ao 1º trimestre de 2024.
Já em relação ao 4º trimestre de 2024, apresenta uma redução, o que já era esperado considerando a sazonalidade do setor em que o início do ano costuma ser mais lento para o mercado imobiliário, com menor volume de lançamentos e vendas. Isso se deve a fatores como férias, menor apetite do consumidor e tempo necessário para aprovações e planejamento de novos projetos.
Este novo indicador mostra a porcentagem do lucro líquido em relação às vendas totais, indicando a eficiência da empresa em transformar receita em lucro após a quitação de todas as despesas e impostos.
A análise indica que a margem de lucro líquido atingiu a máxima de 13,5% no 4º trimestre de 2024, e sofreu uma redução para 12,1% no 1º trimestre de 2025. Essa queda é reflexo de uma menor atividade econômica no nos três primeiros meses do ano, o que é usual para o setor.
O novo índice analisa a quantidade de lucro líquido gerado como uma porcentagem do patrimônio líquido dos acionistas, demonstrando a eficiência da empresa na utilização dos investimentos dos acionistas para gerar lucro. Para esse indicador foi utilizado como base o lucro dos últimos 12 meses divido pelo patrimônio líquido de cada trimestre.
O estudo mostra que o ROE mantém sua trajetória de crescimento, atingindo 12,3% no 1º trimestre de 2025.
No 1º trimestre de 2025, o setor combinado apresentou um aumento na margem bruta de 1,5 p.p. em relação ao 4º trimestre de 2024, chegando a 32,8%. Para efeito de comparação, a margem foi de 31,3% em dezembro de 2024 e de 29,4% em março de 2024.
No 1º trimestre de 2025, as receitas combinadas totalizaram R$ 11,2 bilhões, representando um crescimento de 18,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados R$ 9,4 bilhões.
Os custos também aumentaram em 12,6%, quando comparado ao 1º trimestre de 2024, totalizando R$ 7,5 bilhões em custos de imóveis vendidos, conforme consta nas demonstrações de resultados combinadas.
Os estoques combinados somaram R$ 45,1 bilhões em 31 de março de 2025 e obtiveram um leve crescimento de 1,7% quando comparados aos saldos de 31 de dezembro de 2024, sendo um sinal positivo quanto à absorção dos estoques frente ao crescente volume de lançamentos mencionado anteriormente.


As despesas administrativas cresceram 7,2% no período, superando o IPCA acumulado em 12 meses, que foi de 5,48%. Já as despesas comerciais apresentaram um aumento mais expressivo, de 28,7%, impulsionado pelo maior volume de lançamentos. Essas despesas representaram 9,0% das receitas no 1º trimestre de 2025, ante 8,3% no mesmo período do ano anterior.
Nesse 1º trimestre, contas a receber e empréstimos cresceram 4,4% e 1,5%, respectivamente, quando comparados com os saldos do 4º trimestre de 2024, representando outro ponto positivo em relação ao lastro dos recebíveis imobiliários para fazer frente ao pagamento dos financiamentos.
O INCC-DI atingiu 7,54% ao ano em março de 2025, enquanto a taxa Selic Meta chegou a 14,25% a.a. Apesar do cenário econômico, o desempenho do setor deve se manter em crescimento, considerando os dados sobre o volume de vendas e lançamentos, que seguem em constante alta, aliado ao critério contábil de reconhecimento de receitas adotado pelas incorporadoras no Brasil (POC – Percentage of Completion).
Considerando esses fatores, a perspectiva é de resultados positivos nos próximos períodos, levando-se em conta o ciclo econômico das incorporações, que varia de 3 a 5 anos.



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