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Estratégias de expansão a partir de fusões e aquisições

Diante do avanço da transformação digital e da entrada de novos players no mercado com foco em soluções tecnológicas, as estratégias de negócios têm apresentado de maneira mais recorrente a intenção de expandir a atuação por meio de fusões e aquisições.

Esse movimento é uma grande demonstração do esforço que empresas de diversos setores estão exercendo para se manterem competitivas e minimizarem os efeitos disruptivos trazidos por startups e unicórnios em todo o mundo.

Na edição do primeiro semestre de 2019, o Internacional Business Report (IBR), realizado pela Grant Thornton, revela que 46% dos executivos brasileiros têm a intenção de realizar a expansão dos negócios abrindo processos de M&A nos próximos 12 meses. Para isso, o orçamento previsto para esse tipo de transação, indicado por 40% dos que pretendem investir é de até US$ 10 milhões, e outros 27% indicam potencial de investimento de até US$ 50 milhões.

Essa é uma perspectiva positiva para os negócios mesmo que o empresariado brasileiro demonstre estar menos otimista, influenciado por incertezas econômicas e dificuldades de financiamento para o crescimento da empresa. Os que fogem dessa curva estão projetando expectativas em relação às reformas em andamento no País, como a previdenciária e a tributária.

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Ambiente favorável para fusões e aquisições

Em 2018, os anúncios ao mercado, incluindo aquisições de controle, incorporações e vendas de participações minoritárias, somaram R$ 177,2 bilhões, volume 28% maior que o registrado no ano anterior, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Neste ano, as operações também seguem em ritmo acelerado, principalmente em setores como o de TI e serviços financeiros, muito influenciados por condições favoráveis ao desenvolvimento de novas tecnologias.

No entanto também é recorrente notar outros aspectos em empresas que se encontram em situação de recuperação judicial, falência ou dívidas de curto prazo, por exemplo, e recorrem aos processos de M&A para sobreviverem neste mercado atual carente de otimismo.

Em todo caso é fundamental que as empresas desenvolvam planos de execução estruturados para efetuar uma transação bem-sucedida.

O que torna uma empresa atrativa para captar investimentos?

O principal atrativo atualmente é um modelo de negócio bem delineado suportado por conceitos inovadores, como crowdsourcing, data analytics e inteligência artificial que tenham capacidade de ser escaláveis com relativa facilidade. Além disso, negócios tradicionais com um bom histórico de resultados e em processo de consolidação também são ativos bastante atrativos, em especial aos investidores estratégicos.  

Ter conhecimento dos fatores de risco e mantê-los controlados também são pontos relevantes considerados pelos investidores. Estes aspectos podem ser:

  • Convencionais – considerando informações financeiras confiáveis para realizar avaliações adequadas do negócio, além de mapear os principais riscos tributários e trabalhistas.
  • Operacionais – avaliando a eficiência das atividades para atender as novas necessidades; sistemas tecnológicos que suportem as operações; capital humano e reestruturação de cargos para evitar sobreposição de pessoal; e posicionamento comercial e carteira de clientes.
  • Transicionais – em que a cultura da empresa precisa ser reavaliada para que eventuais diferenças sejam superadas para não impactar o desempenho das transações.

 

Para compreender como estruturar um ambiente mais favorável aos processos de M&A projetados pela sua empresa, alinhado às expectativas de realizar uma transação bem-sucedida, conte com o auxílio da equipe de Transações da Grant Thornton.