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Empresariado brasileiro é o quinto mais otimista com a economia

O otimismo do empresariado brasileiro em relação à economia e ao futuro dos negócios nos próximos 12 meses atingiu 66% no segundo semestre de 2018, aumento de 38 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do mesmo ano. O avanço projetou o Brasil da 23ª para a 5ª colocação no ranking global presente no International Business Report (IBR), produzido pela Grant Thornton, ficando atrás apenas da Irlanda, Finlândia, Nova Zelândia e Índia.

O estudo, que entrevistou 5.000 líderes de mercado em 35 países, considera diversos indicadores para medir o grau de otimismo. No Brasil, os fatores mais citados pelos executivos e que impulsionaram o aumento são relacionados aos investimentos em novas instalações (47%), empregabilidade (67%), pesquisa e desenvolvimento (56%) e exportações (35%).

Apesar dos indicadores de incertezas econômicas e burocracia também serem apontados com significativa elevação (63% e 66%, respectivamente), não foram suficientes para restringir o otimismo do empresariado brasileiro e as expectativas positivas de negócios.

“O Brasil atrai olhares de investidores estrangeiros e as ações do novo governo miram em aumentar a confiança desse investidor no país, por meio de iniciativas de redução de custos da máquina pública, potenciais mudanças regulatórias e anticorrupção, além das perspectivas no aumento de concessões e privatizações. A partir da aprovação de reformas importantes esse otimismo tende a se materializar no formato de investimentos e aquisições por meio de fundos de private equity”, afirma Daniel Maranhão, managing partner da Grant Thornton Brasil.

 

Cenário global

Globalmente, 39% dos empresários entrevistados veem com otimismo os próximos 12 meses. No segundo trimestre de 2018, mais da metade dos entrevistados (54%) manifestavam esse tipo de confiança, uma queda de 15 pontos percentuais. Trata-se da menor pontuação global de otimismo registrada desde o quarto trimestre de 2016.

A queda no índice de otimismo global é impulsionada pela incerteza econômica, com um pico de 50%, um avanço de 22% em relação ao segundo trimestre de 2018. Esse aumento pode ser parcialmente atribuído a tensões geopolíticas como a guerra comercial entre EUA e a China. Apesar da desaceleração do crescimento do PIB para muitas economias avançadas, as emergentes Ásia Pacifica e a América Latina, em geral, vêm resistindo a essas incertezas.

Outro indicador que chamou atenção globalmente foi o que indica a falta de profissionais qualificados, sendo citado por 48% das empresas como uma restrição ao crescimento. A preocupação dos líderes globais vem aumentando anualmente e atingiu um crescimento de 8% em comparação com o segundo trimestre de 2018. Na América Latina, o levantamento indica que 44% das empresas demonstram preocupação com a falta de profissionais qualificados em ocupar cargos que demandam habilidades digitais, no Brasil, esse número aumenta para 52%. Ainda de acordo com o estudo, nos próximos doze meses, o investimento em tecnologia é considerado prioritário para 42% das empresas. No Brasil, esse número sobe para 62%.

 

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Na América Latina, o otimismo dos empresários dobrou para 46%, impulsionado pelo avanço brasileiro e, também, pelo índice argentino – que passou de 8% para 27%.

Das grandes potencias, o Estados Unidos, com 60%, e a China, com 56%, apresentaram queda de 18 e 23 pontos percentuais, respectivamente, em relação ao segundo trimestre. Os executivos em importantes economias da Europa também estão menos otimistas com os próximos 12 meses: na Alemanha, o índice passou de 74% para 46% neste último levantamento; na França de 38% para 23%; no Reino Unido de 17% para 10%; e na Espanha passou de 69% para 11%. 

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