Deixando a luz do sol entrar
No passado, algumas empresas tentaram divulgar o mínimo possível sobre segurança cibernética para evitar potenciais responsabilidades e questões legais. Essa prática de divulgação mínima foi derrubada pelas exigências da SEC e exige uma nova forma de comunicação que deve ser considerada cuidadosamente pela administração e pelo conselho.
A pesquisa realizada no webcast da Grant Thornton mostra que muitas empresas tomaram medidas para cumprir com esses requisitos de reporte, mas algumas ainda têm trabalho a fazer. Entre os entrevistados que não responderam “não tenho certeza”, quase um quarto (23%) identificou riscos substanciais de segurança cibernética que serão reportados no próximo 10-K com linguagem revisada. Um terço identificou riscos substanciais de segurança cibernética, mas ainda não tem certeza de como estruturar a redação dos relatórios.
Mas 44% dos entrevistados não identificaram riscos substanciais de segurança cibernética enquanto se preparam para cumprir a regra. Para evitar a exposição regulatória, é importante que examinem esses riscos cuidadosamente e sejam precisos ao descrevê-los nos relatórios da empresa.
“Uma linguagem vaga e imprecisa já não é suficiente quando comunicam aos investidores sua postura de segurança cibernética”, disse Kovalsky. “O cerne da questão é que a SEC continua se referindo às expectativas dos investidores de conhecer toda a extensão dos riscos. As empresas devem estar atentas a isso quando falam sobre segurança cibernética.”
“Além disso, espera-se que os requisitos trazidos pela SEC incentivem o crescimento de uma cultura de segurança nas empresas, na medida em que eles são exigidos para proteção das empresas e seus investidores. Não se trata apenas de medir a maturidade dos processos de segurança e resiliência cibernética, mas de estimular a adoção de controles de segurança conectados com o risco cibernético da empresa de forma eficaz e efetiva.”
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