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Os modelos de trabalho remoto ou híbrido são o novo padrão de acordo com diversos empregadores globais – inclusive, pesquisas revelam que a maioria dos funcionários também prefere trabalhar dessa forma. No entanto, essas oportunidades devem levar em consideração alguns desafios potenciais que precisam ser avaliados de acordo com a realidade de cada empresa.

O trabalho remoto está se popularizando cada vez mais como um modelo permanente na maneira como trabalhamos globalmente. Para os colaboradores, o fim do deslocamento e o aumento da flexibilidade o tornam muito atraente. Ferramentas digitais eficazes para trabalho virtual também estão permitindo que os empregadores aproveitem ao máximo os benefícios que elas oferecem: além do aumento da produtividade e de uma força de trabalho mais ágil, o impacto positivo no bem-estar dos funcionários também é um retorno sobre o investimento.

Os benefícios de longo prazo incluem menores despesas gerais devido às reduções no espaço do escritório e acesso a um pool maior de talentos. Nossa pesquisa recente com 603 empresas de médio porte mostrou que 88% das empresas estão esperando uma transição de longo prazo para um modelo de trabalho remoto ou híbrido.

O trabalho híbrido reúne as vantagens de trabalhar em casa e ir para um escritório – para que diferentes pessoas possam trabalhar de maneiras diferentes para atingir seus objetivos.

Com esta mudança fundamental na forma como trabalhamos, os empregadores que se preparam e gerenciam os riscos serão os mais beneficiados conforme o mundo "reabre" e retoma as atividades em uma nova realidade pós-pandemia. Isso inclui: aspectos de global mobility, despesas de trabalho híbrido, além de retenção e bem-estar de funcionários. Estamos liderando o caminho para apoiar os empregadores a compreender, identificar e gerenciar proativamente esses riscos.

Global mobility

Um dos atrativos do trabalho remoto é a oportunidade de estar em qualquer lugar do mundo. Na prática, porém, isso representa um risco potencial para as empresas. Se os seus funcionários precisarem se deslocar regularmente ou por longos períodos, residir em um país diferente, eles podem ficar sujeitos ao imposto de renda e à previdência social nesse país. Como empregador, você pode, portanto, ser obrigado a operar a retenção da folha de pagamento e registrar uma folha de pagamento ou cumprir outras obrigações. Além disso, é possível que a previdência social seja devida no país em que o funcionário vive, e não no país em que ele trabalha, o que pode resultar em encargos previdenciários inesperados do empregador e custos adicionais para o seu negócio.

Aspectos a considerar ao avaliar o risco de acordos de trabalho remoto:

  • Quanto tempo seus funcionários passam trabalhando em uma jurisdição específica e quantos funcionários você tem trabalhando remotamente
  • Suas funções e responsabilidades
  • Eles estão em um país com o qual existe um tratado de dupla tributação e/ou acordo de previdência social?
  • A natureza do seu negócio e apetite pelo risco
  • Eles têm o direito de trabalhar na jurisdição estrangeira?
  • As suas apólices de seguro cobrem adequadamente o trabalho remoto?
  • Acesso e uso de dados no exterior e GDPR

Deve-se levar em consideração esses riscos e quaisquer potenciais despesas ao determinar sua política para trabalho remoto internacional, mas o aspecto mais crítico é garantir que suas políticas e procedimentos sejam claros e comunicáveis ​​a todos.

Despesas de trabalho híbrido

Sempre há um elemento de risco no cálculo da redução de impostos sobre as despesas dos funcionários, mas o trabalho híbrido está tornando-o mais complexo. Quais são os riscos das despesas de trabalho híbrido que você precisa saber?

Despesas de viagem

Para os trabalhadores híbridos, deve-se estar ciente de que ainda são tributáveis as despesas de viagem dos funcionários que se deslocam para um escritório que é o local de trabalho permanente da sua organização. Você também precisa analisar a situação fiscal específica dos benefícios que você concede às pessoas que trabalham no modelo home office.

Veículo da empresa

Um benefício que muitos funcionários decidiram não querer durante a pandemia foi o carro da empresa. Infelizmente, simplesmente dizer que você não quer mais um benefício não significa que a responsabilidade fiscal desaparecerá. A menos que uma pessoa tivesse recebido a ordem de devolver as chaves, o carro ainda era um benefício, mesmo que o veículo permanecesse parado em sua garagem porque ainda estava “disponível” para o funcionário.

Comemorações remotas

Como as restrições impediram as comemorações festivas tradicionais, muitas empresas fizeram questão de adotar soluções alternativas enviando presentes ou vouchers para seus funcionários. O custo dessas pequenas recompensas, no entanto, aumentou potencialmente totalizando um passivo fiscal considerável. Para continuar com este modelo a longo prazo, as empresas precisam analisar o custo desse benefício e, quando possível, tirar proveito de quaisquer isenções fiscais que possam estar disponíveis.