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Com a rápida propagação da Covid-19 no início de março de 2020, uma nova realidade se instaurou no mundo todo. Neste conteúdo, veremos que uma das faces da resiliência é a capacidade de navegar em ambientes instáveis.

Globalmente, o conjunto de fragilidades gerenciais e a alta volatilidade no contexto mercadológico tem acelerado a disrupção – com ou sem adoção de tecnologias – no ambiente de negócios.

A resiliência empresarial deve ser considerada como uma componente que facilita a leitura de tendências dos mercados. Desse modo, os líderes empresariais poderão implementar estratégias que sejam isentas dos efeitos nocivos promovidos pelos mitos que foram difundidos durante o ano de 2020, quando a pandemia foi instaurada.

Para enfrentar a instabilidade do ambiente, as empresas devem criar alternativas robustas baseadas na economia de cada setor, em vez de tentar identificar e quantificar os impactos divulgados pelos vários meios de comunicação.

Como enfrentar os desafios da instabilidade?

  • Adotando uma visão holística da resiliência. Esta é uma atitude que permite aos executivos tomar decisões mais assertivas diante da ampla variedade de escolhas;
  • Estendendo as capacidades organizacionais de maneira incremental sem descuidar da perspectiva de longo prazo. Como, por exemplo, as novas tendências de: trabalho remoto na modalidade home office; cadeias de suprimentos mais curtas, ágeis e menos dependentes de um único fornecedor; comercialização de produtos e serviços por meio de plataformas digitais; digitalização/automação de processos usando RPA (Robotic Process Automation); e segurança da informação e medidas contra ataques de perfis falsos em transações virtuais. Estas são algumas das tendências que não dão sinais de regressão, mas sim avanço progressivo;
  • Assumindo uma nova estrutura de governança empresarial capaz de influenciar os objetivos estratégicos e organizacionais, além de ações que se estendam para o contexto socioambiental.
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Parceria Estratégica
  • Desde 2019, a Grant Thornton é apoiadora do Centro de Referência em Estratégia da FDC - CRE. Entre os seus propósitos está a disseminação de conhecimento e parceria em conteúdos relevantes que colaborem para o desenvolvimento sustentável das organizações e da sociedade.

Certamente, estas não são alternativas exaustivas e a busca constante por novos entendimentos deve permanecer. É preciso maximizar o aprendizado em tempos de crise, abrindo-se a uma compreensão renovada do que seja resiliência organizacional. Isso permitirá a obtenção de novas vantagens competitivas que possam atender aos interesses de múltiplos stakeholders.

O reenquadramento das estratégias competitivas de organizações resilientes deve considerar as novas realidades de contexto, demanda de investimento e custo de oportunidade. Por outro lado, haverá dependência da disposição dos líderes em equilibrar a criação de valor no curto e longo prazos.