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Gestão e liderança: o poder da inteligência emocional para engajar equipes

Por: Ronaldo Loyola - sócio de People Advisory Services

 

Por que os tradicionais modelos de gestão de pessoas e de liderança não conseguem mais oferecer respostas adequadas aos desafios que as transformações cada vez mais profundas e frequentes vêm trazendo às empresas?

É possível identificar diversas percepções para esta única questão. Inclusive, novos modelos estão sendo desenvolvidos dentro das empresas tendo como influência direta a atuação disruptiva das startups, que possuem características intrínsecas e valorizadas pelas novas gerações de profissionais.

No entanto, quando se trata de organizações onde existe resistência em eliminar processos burocráticos e hierarquizados, o caminho é sempre mais penoso e demorado. Devemos permitir e incentivar a promoção de uma cultura de colaboração, flexibilidade e que seja mais aberta a possibilidade de erros. Mas isto depende basicamente da mudança individual do mindset das lideranças.

Neste sentido é imprescindível que as lideranças atuais e futuras percorram o caminho do autoconhecimento e exercitem a própria inteligência emocional. É preciso conhecer melhor a si mesmo, superar crenças limitantes e desconstruir preconceitos para que dentro das organizações as ações confirmem os discursos e as equipes legitimem suas lideranças a partir disso.

Ouça os “gritos” das novas gerações para liderar melhor

O encontro de gerações tem sido o fator-chave para tornar esse processo ainda mais desafiador. Afinal, o que antes era entendido pela geração dos baby-boomers como o combustível para reter funcionários (salários altos, por exemplo), está sendo substituído por propósitos que engajam, responsabilidade social e ética. E são esses fatores que determinam se as novas gerações em atuação no mercado de trabalho (Y e Z) e as futuras (Alpha) escolherão fazer parte ou permanecer nas empresas.

Para atrair e engajar esses novos talentos, as empresas precisarão reorientar e, talvez, reestruturar seus processos de recrutamento, visando perfis que sejam capazes de promover inovação e multidisciplinaridade às equipes. Para isto, será necessário enxergar além do óbvio.

Isso não significa, necessariamente, que devemos começar do zero um movimento de transformação dentro das organizações. Em equipes já estabelecidas cabe o desenvolvimento e a (re)construção de relacionamentos honestos e de confiança, a fim de garantir um ambiente onde as pessoas possam ter conversas frequentes, dar e receber feedbacks tranquilamente.

Principais atributos para as novas lideranças

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No International Business Report 2019 (IBR) da Grant Thornton foi possível captar o futuro da liderança e as habilidades que serão exigidas em 2030, a partir de uma sondagem direta com líderes seniores em empresas de middle market em todo o mundo.

Os executivos participantes acreditam que o atributo mais importante para os futuros líderes será ser inovador. Em seguida aparecem as habilidades de adaptação às mudanças e atuação colaborativa. No entanto é possível enfatizar que essas skills já são encontradas em lideranças de diversas organizações dispostas a romper com os modelos antigos de gestão de pessoas e ter destaque no mercado.

Quer saber como as lideranças da sua empresa podem seguir esses passos da disrupção e promover a transformação no seu capital humano? Entre em contato com a nossa equipe de Consultoria e saiba como podemos auxiliar nesse processo.   

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