IBR

Agilidade é um fator decisivo para exportadores

Enquanto as exportações globais atingem uma alta de 18 meses, exportadores devem balancear fundamentos econômicos favoráveis com mudanças repentinas de política de comercial nacional.

Nossa pesquisa executiva de negócio global IBR descobriu que expectativas de exportação atingiram uma alta de 18 meses no primeiro trimestre de 2017 após anos de estímulo econômico pelos governos e bancos centrais.  No entanto, eventos geopolíticos, tais como Brexit e a saída dos EUA do TPP, estão criando incerteza sobre a direção futura de contratos de negócios multilaterais.   

Fundamentos econômicos favoráveis abastecem as expectativas de exportação e investimento

As expectativas de exportação estão aumentando no G7 (+3pp) e na EU (+2pp) a partir do 4o trimestre de 2016. Isso sugere que os negócios estão visando explorar o mercado norte-americano, ressurgente sob a nova administração política. O forte dólar norte-americano coloca as importações em uma vantagem competitiva comparada a produtos locais.

Ao mesmo tempo, a proporção de negócios norte-americanos que planejam aumentar investimento em instalações e maquinários durante os próximos 12 meses cresceu até 41% no 1o trimestre de 2017 (figura um) – o número mais alto por três anos. Fornecedores de bens de investimento em outros países, que esperam cumprir essa demanda, responderam – Alemanha (planos de exportação de até 13pp) sendo o principal exemplo.

Eventos geopolíticos aumentam incerteza acerca de acordos comerciais

Entretanto, desenvolvimentos políticos recentes e futuros têm o potencial de perturbar contratos comerciais multilaterais emergentes e duradouros em favor de contratos comerciais bilaterais e políticas comerciais protecionistas.  A ascensão de populismo nos EUA e partes da Europa está levando a mudanças repentinas em políticas comerciais que são geralmente negociadas durante longos períodos, criando um ambiente incerto para exportadores.

No Canadá, por exemplo, expectativas de exportação caíram significativamente no 1o trimestre (-10pp) – o que coincidiu com a declaração da nova administração norte-americana de que pode descartar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). Nas últimas semanas, entretanto, parece que o NAFTA pode ser renegociado em vez de terminado. Será interessante ver como empresas no Canadá e México respondem no próximo trimestre.

Enquanto isso, as negociações futuras do Brexit pela UE e Reino Unido e eleições federais alemãs têm o potencial de interromper acordos comerciais duradouros com ramificações para o mercado único europeu.  Negócios irão monitorar esses eventos e avaliar o impacto para seus planos de exportação existentes.

Por outro lado, os EUA e a China acabaram de anunciar uma série de grandes acordos comerciais e o impacto em fluxos de comércio global poderia ser relativamente grande. Essas são as duas maiores economias do mundo e se a quantidade que eles vendem entre si aumentar, nós poderemos ver um efeito colateral positivo se propagar pelas cadeias de fornecimento comercial americanas e chinesas.

Esses tempos incertos exigem agilidade comercial

Apesar da incerteza em relação a futuras políticas comerciais, os fundamentos econômicos básicos estão melhorando, o que fornecerá oportunidades para exportadores.  Consequentemente, para aproveitar as oportunidades nesses ambientes dinâmicos, exportadores precisarão desenvolver agilidade em seus negócios.

Eles precisarão permanecer vigilantes e colocar em vigor mecanismos que possibilitam descobrir e avaliar os impactos de mudanças em política comercial em seus mercados tradicionais, enquanto procuram oportunidades em novos mercados.

Avanços tecnológicos poderiam também fornecer oportunidades de crescimento para exportadores possibilitando que eles acessem e concorram em novos mercados enquanto melhoram sua receptividade para mudanças em demanda.  Estes negócios por sua vez não deveriam ver desestruturação tecnológica como uma ameaça, mas em vez disso, aceitar tecnologia isto como um meio para melhorar sua agilidade e flexibilidade permitindo reagir rapidamente às mudanças repentinas em políticas comerciais e novas oportunidades. 

Figura 1

 

 

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