Gateway Cities

Dublin: fácil de fazer negócios, fácil de acessar a Europa

A combinação perfeita entre cultura atraente e cenário favorável aos negócios faz de Dublin o local ideal para empresas que pretendem se mudar para a zona de livre comércio europeia.

“Dublin é uma cidade bastante diversa culturalmente – é a terra do Bono e de Bob Geldof, de James Joyce e WB Yeats, da cerveja Guinness e das Docas de Silício”, explica Fergus Condon, sócio da Grant Thornton Irlanda. “Na nossa visão, a cidade é atraente para as pessoas, é atraente para os negócios”.

Sem dúvida, esse foi o caso ao longo da década passada, durante a qual Dublin se reinventou como um hub europeu altamente especializado e de alta tecnologia para empresas de todo o mundo. “Cerca de 10 anos atrás, diversas multinacionais estavam buscando um local para instalar sua sede internacional, como resultado de reformas na legislação fiscal efetuadas pela administração nos EUA”, declara Condon. “Isto deu a Dublin a oportunidade de demonstrar por que ela é a base ideal”.

Os motivos vão desde um governo politicamente estável e amigável do ponto de vista dos negócios até o fato de que a Irlanda é um país de língua inglesa – em breve, o único que restará na União Europeia, ressalta Condon.

“A Irlanda é também uma economia de conhecimento altamente especializado, sendo que cerca de 42% de nossa população têm ensino superior completo – um índice que, na Europa, só perde para o Reino Unido. E, pelo fato de Dublin ser um lugar incrível para morar e trabalhar, atraímos profissionais qualificados de todos as partes do mundo”, acrescenta o executivo.

Impostos baixos e comércio sem entraves

Dois dos incentivos mais importantes para que as empresas se instalem em Dublin são o ambiente fiscal favorável, o fato de a Irlanda ter se tornado a porta de entrada para o mercado europeu e de ser possível atingir os 320 milhões de consumidores da UE, sem tarifas ou outras barreiras por meio da área de livre comércio do bloco.

“A maioria das empresas internacionais que se instalaram aqui está fazendo negócios não apenas pela UE, mas também em outras partes da Ásia”, afirma Condon. “O Facebook, por exemplo, mantém sua sede de operações internacionais na Irlanda – ou seja, fora da América do Norte. Empresas tão importantes quanto Facebook e Google mantém escritórios aqui, empregando pessoas de 10, 20 ou mais nacionalidades diferentes. Isto permite que elas atendam uma ampla variedade de mercados e cubram todos os tipos de papéis, desde proteção da comunidade até atendimento ao cliente e vendas”.

As principais indústrias da Irlanda e de Dublin são de tecnologia, life sciences e serviços financeiros, aponta Condon. “Creio que oito entre as 10 maiores empresas de life sciences do mundo tenham sua base no país. Na indústria de serviços financeiros, há um foco crescente em fintechs, especialmente na área de criptomoedas. Em Dublin, as regulamentações são vistas como mais robustas e mais amplamente respeitadas”.

Efeito Brexit

Dublin possui um próspero cenário para startups, o que vem sendo impulsionado pela presença de diversas gigantes de tecnologia na cidade. O enfoque do governo de incentivar a pesquisa e o desenvolvimento, através de créditos fiscais e um atraente regime de detenção de propriedade intelectual, também teve um papel nisso.

A saída do reino Unido da União Europeia deve ter um impacto nos negócios na Irlanda em setores tais como agricultura ou na indústria de alimentos e bebidas. No entanto, o Brexit está gerando oportunidade para que Dublin atraia negócios de gestão de ativos provenientes da cidade de Londres. “Os fatores que fizeram de Dublin uma cidade atraente nos últimos 20 anos são as coisas que tornam a cidade atraente da perspectiva do Brexit”, salienta Condon. “Portanto, não surpreende que muitas das empresas sediadas no Reino Unido queiram se estabelecer em Dublin como porta de entrada para o mercado europeu. Mas, devemos equilibrar essa afirmação lembrando que, como nosso maior parceiro comercial e com centenas de anos de história entre nós, a Irlanda com certeza preferiria ver o Reino Unido na União Europeia”.

As empresas que estiverem interessadas em explorar o que Dublin tem a oferecer devem contatar a agência internacional IDA Ireland. A organização possui filiais em todos os Estados Unidos, na Europa e partes da Ásia.

Porta de entrada para a Irlanda e para a Europa

“A estabilidade de Dublin, a especialização de sua força de trabalho e herança cultural fazem da cidade o lugar ideal para qualquer empresa que esteja pretendendo se mudar para a Irlanda e a UE também”, opina Condon. “Algumas das maiores multinacionais do mundo têm sede em Dublin, e com um bom motivo”. Mas, o ambiente aqui deve atrair empresas de todos os tipos e tamanhos”.

A cultura diversificada e pró-negócios de Dublin faz da cidade a porta de entrada ideal para as empresas que estão pretendendo se expandir para a Irlanda e pela região da UE.

Para saber mais sobre como estabelecer sua empresa aqui, entre em contato com a Grant Thornton Irlanda.

Dublin | Fast Facts

Localização: Costa leste da Irlanda
Fuso horário: GMT
População: 1,3 milhão na área metropolitana e interior
PIB: US$173,7 bilhões[1]
Pontos fortes: Indústria de serviços financeiros, life sciences, tecnologia
Setores de crescimento: Fintech, IA, robótica, biotech
Acesso regional: Londres - 436 km de distância e 1 hora e 30 minutos de avião. Paris - 780 km de distância e 1 hora e 45 minutos de avião. Frankfurt – 1.080 km e 2 horas de avião. Nova York - 5,115 km de distância e 7 horas e 45 minutos de avião.

[1] GlobalData.com