• Instabilidade econômica encolhe horizonte para plano de negócios

Novo estudo sobre Governança Corporativa mostra que 29% dos empresários brasileiros consideram prazo de até um ano para traçar estratégias de ação. Expectativa de líder brasileiro é ter no Board executivos mais atuantes na gestão do negócio

A instabilidade econômica no Brasil vem encolhendo o horizonte dos executivos na hora de projetar ações estratégicas. É o que mostra o novo estudo da Grant Thonton - Corporate governance: the tone from the top – realizado globalmente com1800 empresas de 36 países distintos, a partir de mais de 80 conversas com diretores de conselhos administrativos. Segundo o estudo, que tem o propósito de investigar como os principais pilares da governança corporativa – cultura, composição do conselho (board) e planejamento estratégico – são percebidos no cotidiano do negócio, 29%dos líderes brasileiros afirmam construir o “business plan” tendo em vista apenas um horizonte de um ano ou até menos. É uma média menor que a global, de 64% para o mesmo período de projeção.

“É um horizonte de projeção muito curto, que reflete a instabilidade econômica do nosso país”, diz Paulo Funchal, sócio da divisão de M&A da Grant Thornton. “Muitos lideres se sentem inseguros nesse exercício de projetar, sem saber ao certo o que vem pela frente. Na América Latina, estamos à frente apenas da Argentina, onde 46% dos empresários tem o horizonte de até um ano para seus planejamentos”, completa o executivo.

No que diz respeito à cultura organizacional, o estudo mostrou que para 96% dos empresários brasileiros, cuidar da cultura, ou seja, estabelecer regras bem definidas e adotar políticas claras de compliance, é fator essencial para a construção de uma governança corporativa bem estruturada. O índice, computado no novo estudo, está acima da média global, de 90%. Porém, apesar dessa percepção positiva, na prática apenas 21% dos líderes brasileiros afirmam dispensar atenção especial ao tema, o tendo como prioridade no dia a dia.

Sobre a composição do conselho, a maior parte dos entrevistados brasileiros (42%)  nutre a expectativa de que um membro do conselho administrativo tenha também a atribuição de trazer à mesa  novas ideias para transpor os desafios gerenciais da empresa. Essa é a principal expectativa dos entrevistados; bem diferente da global: mundialmente, a maior parte dos líderes (60%) acredita que o mais importante na estrutura do board é que a direção seja também conhecedora do negócio, ou seja, domine estratégica e tecnicamente a área.

“Para uma governança corporativa robusta e para o melhor andamento do negócio, o ideal é que o conselho seja diverso, contendo profissionais com visão estratégica, financeira, jurídica e regulatória, e da área de tecnologia também. Atualmente, a tecnologia deixa de ser um opcional e passa a ser peça fundamental na definição da estratégica e influenciar diretamente nos resultados da empresa. No entanto, ainda há muitos conselhos carentes desse perfil”, comenta Funchal.

O incentivo à diversidade também é fator avaliado pela pesquisa da Grant Thornton. No Brasil ele aparece como forte componente da saúde da governança. Sessenta e três por cento (63%) dos consultados afirmaram encorajar a diversidade cultural internamente por meio do negócio. É uma média interessante, bem próxima a global, de 68%. Apenas 5% dos executivos brasileiros se disseram indiferentes em relação à diversidade. 

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