• Empresário brasileiro segue cauteloso em relação ao otimismo nos negócios, diz Grant Thornton

Lideres estão mais otimistas em relação ao trimestre anterior, mas país segue entre os 10 mais pessimistas na expectativa econômica para os próximos 12 meses, segundo o International Business Report (IBR).

O grau de otimismo dos empresários brasileiros para os próximos 12 meses segue negativo, revela o International Business Report (IBR), estudo global desenvolvido pela Grant Thornton que avalia a percepção de mais de 2500 líderes de diferentes setores e nações em relação ao futuro da economia dos países e dos negócios, sob diversos aspectos. A última edição do levantamento, referente ao terceiro trimestre de 2015, registra para o Brasil um índice de otimismo negativo, de –5%, o que representa melhora em relação ao trimestre anterior de 19 pontos percentuais. Apesar do salto, o número ainda posiciona o país entre as 10 nações mais pessimistas e cautelosas no ranking das 36 economias analisadas pelo IBR. Na variação anual, o índice de otimismo do empresariado brasileiro caiu 35 pontos. A média global de otimismo é de 38%, segundo o estudo da Grant Thornton.

“Apesar de sinalizar uma possível melhora, os números mostram que o empresariado brasileiro segue ainda bastante cauteloso ao projetar os próximos 12 meses”, explica Daniel Maranhão, sócio da Grant Thornton.

Segundo o estudo, a maioria dos empresários (60%) vê na incerteza econômica brasileira o principal fator conjuntural que deverá restringir o crescimento dos negócios no próximo ano. Esse percentual computa queda de 5 pontos, em relação ao trimestre anterior, e ganho de 11 pontos, na variação anual. “Embora comparativamente ao período anterior a incerteza econômica venha preocupando menos o empresariado, ela é uma variável importante, que prejudica a tomada de decisões em outras frentes”, diz Maranhão.  O custo da energia é outro fator que continua afligindo parte significativa do empresariado nacional. Cinquenta e seis por cento (56%) dos entrevistados o apontaram como a principal ameaça; 47% mencionaram a flutuação cambial no país e 40% a escassez de encomendas, mostra o estudo da Grant Thornton.  

O levantamento IBR também coleta impressões do empresariado sobre aspectos pontuais do negócio, frente à conjuntura econômica. Comparativamente ao trimestre anterior, os líderes empresariais nacionais se mostram com expectativas levemente mais otimistas para o próximo ano em relação ao investimento em maquinário (alta de 8 pontos percentuais), à pesquisa e desenvolvimento (alta de 2 pontos), contratações no período (alta de 6 pontos) e volume de exportações (alta de 1 ponto).  Na mão contrária, quedas no preço de vendas e, consequentemente, na lucratividade foram apontadas no estudo para o período.

Já na comparação anual, todos os indicadores registraram piora nas expectativas, com destaque para as projeções de aumento na receita para os próximos 12 meses, que teve recuo de 25 pontos percentuais, e para novas contratações de pessoal, com queda de 17 pontos no período.   

Para tentar contornar a crise aumentar e qualificar a força de vendas é o esforço para o crescimento nos próximos anos mencionado pela maioria das empresas (60%), seguido do incentivo à produtividade (59%) e da expansão doméstica dos negócios (28%).

Na avaliação entre setores, o de transportes é de longe o mais pessimista globalmente, com índice de otimismo de 2%, o que representa queda de 22 pontos percentuais entre os trimestres e de 13 na comparação 2014/2015.  Na outra ponta, a área financeira é a mais otimista, com 67% dos executivos do setor otimistas para os próximos 12 meses, o que significa salto de 13 pontos em relação ao trimestre anterior, mas recuo de 9 na variação anual. Quem mais avançou na variação anual, porém, foi o setor de produtos para consumo final: o segmento registrou ganho de 38 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2014.   

No ranking global, o estudo IBR mostra a Irlanda, Índia e Filipinas como os países mais otimistas do Globo, na primeira, segunda e terceira posições, respectivamente. Os EUA ficam na 5ª posição, atrás também da Nigéria. A África do Sul e a Grécia continuam na base do ranking, ocupando as últimas posições.

IBR

O International Business Report da Grant Thornton (IBR) é uma pesquisa realizada há 22 anos que tem como objetivo fornecer informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 10 mil empresas de 36 economias. São entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país.

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