• Women in Business 2017

Aumenta o número de mulheres em cargos de CEOs e diretoras executivas no Brasil, aponta Grant Thornton

- 16% dos cargos de CEO e diretoria executiva são ocupados por mulheres

- O Brasil está à frente da média global que conta com 12% de executivas femininas

- Em compensação, 53% das empresas brasileiras não possuem mulheres em cargos de liderança

O índice de mulheres em cargos de CEOs e diretorias executivas no Brasil atingiu 16%, em 2016, crescimento de 5 pontos percentuais em relação ao ano passado (11%) e 11 pontos percentuais em relação à 2015, (5%). O Brasil está à frente da média global, que aponta que 12% de mulheres são líderes. A Tailândia é o país pesquisado com mais mulheres em cargos de liderança, com 40%. Nova Zelândia, com 2% e Austrália e Irlanda, com 3%, apresentam os piores indicadores. Os dados são da pesquisa International Business Report (IBR) – Women in Business, realizada pela Grant Thornton com mais de 2.500 empresas em 36 países, sendo 150 executivos brasileiros.

“A ascensão de mulheres aos cargos de liderança é resultado natural de alguns fatores como perfil empreendedor, excelente qualificação e melhor sensibilidade da mulher que exerce cargos de liderança, na busca de resultados e também no relacionamento e engajamento de sua equipe”, destaca Madeleine Blankenstein, sócia da Grant Thornton.

Por outro lado, apesar do crescimento da presença feminina no topo das empresas no país, o estudo aponta que 53% das companhias pesquisadas não possuem mulheres em cargos de liderança.  Neste quesito, o Brasil está bem abaixo da media global de 34%, ao lado do Japão (67%), Malta (56%), Alemanha (54%) e Argentina (53%), entre os países com os piores indicadores. Nos Estados Unidos o número de empresas que não possui mulheres líderes é de 31%. Rússia com 0%, Filipinas com 6% e Nigéria 9% apresentam os melhores índices.

“Mesmo com o crescimento das mulheres em cargos diretivos nos últimos anos, é evidente que ainda há um grande espaço a ser conquistado, podendo ampliar a presença das mulheres em todos os níveis das corporações, principalmente na transição de gerência à diretoria”, destaca Madeleine.

Estagnação em cargos gerenciais

Se houve aumento na liderança, o quadro muda quando se trata de cargos gerenciais. Cerca de 19% das empresas brasileiras têm mulheres em cargos de segundo escalão, o que ainda é um número baixo se comparado com a média global (25%) e com os Estados Unidos onde 23% fazem parte das lideranças das empresas.

No levantamento, o país está empatado com o Reino Unido (19%) e à frente apenas da Alemanha (18%), Índia (17%), Argentina (15%) e Japão (7%). Lideram o ranking Rússia (47%), Indonésia (46%) e Estônia, Filipinas e Polônia (40% cada). A Indonésia foi o país que apresentou o maior crescimento, 10 pontos percentuais em relação ao levantamento divulgado no ano passado.

Turismo em alta

O setor de viagens, turismo & lazer é o que mais emprega mulheres em cargos de alta gerência globalmente, com 37%; tecnologia, TI & telecomunicações, tem 28%; educação e serviço social, também com 28% e outros serviços totalizam 33%. Já os setores de serviços financeiros (16%); agricultura, silvicultura e pesca e extração e mineração (19%) são os que menos empregam mulheres líderes.

Na América Latina, o setor de transporte tem 31%; tecnologia, TI & telecomunicações, 30% e viagem, turismo & lazer, com 27%; outros serviços totalizam 33%. Os indicadores mais baixos são educação (0%), finanças (6%) e saúde (7%).

Oportunidades frente ao risco

Em tempo de incertezas econômicas e políticas em todo o mundo, a pesquisa apresenta como os empresários enxergam as oportunidades para o crescimento das empresas e organizações diante do cenário atual.

As mulheres executivas da América Latina têm um olhar diferente do quadro global, pois elas enxergam os riscos inerentes ao negócio e conseguem gerar e criar oportunidades para crescimento na adversidade. “Para 31,4% das mulheres, o risco inesperado representa uma boa oportunidade, maior que a média global, que é de 30,3%. Já 33,5% das mulheres da América Latina se concentram com mais facilidade na execução do gerenciamento do risco, sendo que a média global, é de 31,4%. Dados como estes comprovam os motivos de cada vez mais mulheres exercerem cargos de liderança na América Latina”, destaca Madeleine.

Saiba mais sobre a nossa pesquisa. Clique aqui e acesse o estudo completo.

Sobre a Grant Thornton Brasil
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