• Quase metade das tentativas de extorsão exigem pagamento em Bitcoin

Enquanto instituições de todo o mundo lidam com as consequências de um ataque cibernético mundial, números da Grant Thornton revelam que quase metade de todos os casos de empresas que enfrentam extorsão durante um ataque cibernético incluem a exigência de pagamento do resgate na forma de Bitcoin. Muitas das vítimas desse recente ataque enfrentaram a exigência de pagar com a moeda virtual.

O Relatório Internacional de Negócios (IBR) da Grant Thornton mostra que, em nível mundial, quase uma em cada cinco empresas (17%) que enfrentaram um ataque cibernético nos últimos 12 meses foi submetida a tentativas de extorsão ou chantagem. Em quase metade (46%) desses casos, houve a exigência do pagamento de uma parte do dinheiro, ou de todo ele, em Bitcoin.

Paul Jacobs, líder mundial de Serviços de Segurança da Informação da Grant Thornton, comentou: “O Bitcoin é a moeda preferida dos criminosos cibernéticos. Para grupos e indivíduos que procuram explorar os pontos fracos digitais das empresas, a ascensão da moeda virtual pode ser a oportunidade perfeita. A natureza anônima do Bitcoin, que usa uma criptografia sofisticada, permite aos cibe-criminosos ocultar suas identidades no momento de receber valores”, comenta.   

E continua, “Os dirigentes de empresas precisam entender as consequências de pagar resgates em Bitcoin. Ele é anônimo, praticamente impossível de rastrear, e apoia atividades criminosas e terrorismo em todo o mundo”.

Mike Harris, Associado em serviços de Segurança da Informação da Grant Thornton, acrescentou: “A criminalidade virtual deve ser combatida de vários ângulos, desde a prevenção até o encerramento dos mecanismos de lavagem dos recursos. O predomínio do Bitcoin no mundo virtual deve ser motivo de preocupação para os órgãos reguladores, os legisladores que tratam de regulamentação financeira, os profissionais de conformidade e os usuários legítimos do Bitcoin”.

“As empresas devem procurar enfrentar as exigências dos criminosos cibernéticos, em vez de submeter-se a elas. Com a evolução contínua da natureza das ameaças informáticas, é necessário incorporar uma sólida cultura de gestão de riscos em qualquer empresa. Não se trata apenas de treinar pessoal ou contratar especialistas para lidar com ataques cibernéticos, mas também de criar um ambiente no qual as empresas possam falar sobre os riscos cibernéticos e dividir informações. Com essa cultura implementada e com o compartilhamento das experiências, as empresas têm mais chances de passar pelos ataques com suas finanças e sua reputação intactas”, conclui.

Sobre o IBR

O Relatório Internacional de Negócios da Grant Thornton (IBR), lançado em 1992 inicialmente em nove países europeus, fornece agora informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 10 mil empresas por ano em 37 economias.  Mais Informações: www.grantthornton.global

Os questionários são traduzidos nos idiomas locais, tendo cada país participante a opção de fazer um pequeno número de perguntas específicas do seu país, além do questionário principal. O trabalho de campo é realizado trimestralmente, principalmente por telefone. IBR é um levantamento de empresas de capital aberto e fechado. Os dados deste comunicado são extraídos de entrevistas com mais de 2.600 diretores-presidentes, diretores executivos, presidentes de conselhos ou outros executivos de nível sênior de todos os setores de atividade, realizadas entre julho e setembro de 2016.