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Startups

Como investir e quais os desafios destas empresas?

Recentemente, em janeiro de 2017, o mercado de startup ganhou uma motivação para a questão dos investidores-anjo, isso porque esta forma de investimento foi regulamentada no Brasil pela Lei Complementar nº 155, o que demonstra que o setor de startup é uma aposta não só para empreendedores, como também, do mercado como um todo e, principalmente, dos investidores.

O volume de recursos aportados em startups brasileiras vem crescendo 30% ao ano desde 2011, superando 1,3 bilhão de dólares, segundo a Lavca, associação de fundos com atuação na América Latina e esse interesse por parte dos investidores acontece tanto nas startups que estão começando do zero, quanto daquelas que já estão, digamos, mais consolidadas porém, que ainda precisam de aportes, neste caso de fundos de investimento para crescerem de forma perene e sustentável.

Mas, o que os investidores estão procurando? Por que uma startup merece receber um investimento? Qual é o segredo para uma startup dar certo e se tornar uma empresa consolidada?

Vamos por partes. Os investidores estão atrás não só de uma boa ideia, eles precisam enxergar um negócio de sucesso, que tenha um produto inovador que traga alguma tecnologia diferenciada, algum novo conceito e que seja sustentável. Para tanto, o empreendedor necessita ter paixão pelo seu negócio, saber aceitar os pontos de melhorias vindos do investidor, saber exatamente o que faz e certamente aonde quer chegar.

Além disso, os investidores entendem que há uma série de riscos financeiros ao aportar uma startup, porém, minimamente é preciso que o empreendedor mantenha em ordem as questões administrativas e de gestão do negócio, evitando os riscos trabalhistas, jurídicos ou institucionais. Itens estes cruciais na hora de avaliar o investimento em uma startup.

Um dos principais erros das startups -  seja para receber aporte de fundos ou atingir crescimento - está relacionado ao planejamento, a gestão e a organização. Além disso, há ainda o desconhecimento em relação aos custos fixos e suas variáveis, precificações e às questões tributárias que são complexas, pois aqui no Brasil existem aproximadamente 93 tipos de impostos, contribuições, taxas etc. que variam conforme o perfil e serviço de cada empresa.

Por outro lado, seria um grande erro o empreendedor se dedicar exclusivamente a desempenhar estas funções administrativas, deixando o seu core business de lado. Ou seja, é preciso criar estratégias com foco no seu negócio, dar prioridade às questões ligadas à inovação e melhorias do seu serviço ou produto.

Por isso, seria primordial contratar empresas especializadas em questões contábeis e de impostos (tanto no Brasil, quanto internacionalmente, uma vez que o negócio poderá crescer e ser oferecido em outros países). Há diversas áreas e serviços das quais  essas empresas especializadas podem auxiliar, inclusive, na questão de consultoria, do próprio planejamento, como também, em ser uma intermediária entre o fundo de investimento e a startup que procura um aporte.

Paulo Funchal, líder da área de TAS e Rafael Flora líder da área de BPS, ambos da Grant Thornton Brasil

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